publicado por nanotech | Terça-feira, 27 Julho , 2010, 23:49
4th Nanotech Conference - MPA 2010
Campus de Gualtar, Braga, entre quarta-feira, 28-07-2010 e sexta-feira, 30-07-2010
A Universidade do Minho acolhe de 28 a 30 de Julho o 4º Congresso Internacional sobre o Desenvolvimento de Materiais, Processos e Aplicações de Tecnologias Emergentes (MPA Meeting 2010).
  4th Nanotech Conference - MPA 2010
 
O evento decorre pela primeira vez em Portugal, tendo sido escolhida a região Norte, concretamente a cidade de Braga que, com os seus centros de I&D na UMinho e no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), é já reconhecida internacionalmente como um pólo de desenvolvimento do conhecimento científico, tecnológico e de inovação, o qual se traduz na atracção de talento internacional e a criação e instalação de novas empresas.

Entre os oradores convidados destacam-se personalidades reconhecidas internacionalmente, tais como o director do NOKIA Research Centre, Tapani Ryhanen, cujo tema da palestra incidirá no papel da nanotecnologia no desenvolvimento de serviços e dispositivos para telemóveis do futuro; o director-geral do INL, Jose Rivas Rey, que abordará o tema "O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia como exemplo de cooperação internacional"; Sérgio Mascarenhas, da Academia de Ciências Brasileira, que falará sobre "Perspectivas da bionanotecnologia para o século XXI", ou Marcel H. Van de Voorde, da Universidade Tecnológica de Delft (Holanda), que discutirá as áreas de I&D em nanomateriais a serem exploradas até 2020. A sessão de abertura ocorrerá amanhã às 9h, no Anfiteatro A1 do Complexo Pedagógico 1, no Campus de Gualtar. Contará com o Reitor da UMinho, António Cunha, e o responsável pelo evento, Vasco Teixeira, professor do Departamento de Física e também pró-reitor da UMinho para a Investigação.

Os congressos MPA têm como principal missão promover o encontro entre individualidades provenientes do meio académico (universidades, institutos de investigação) e empresarial ligados à área dos nanomateriais, nanotecnologias e processos produtivos. Evidenciam-se pela elevada qualidade técnica e científica das palestras e debates, fomentando também a criação de uma forte rede de contactos entre os presentes. Adicionalmente estes congressos têm sido privilegiados pela colaboração de diversas empresas intimamente ligadas ao desenvolvimento de tecnologia emergentes com rápida aplicação industrial, como tem sido o caso da Nanotecnologia. As edições anteriores ocorreram em cidades como Belfast, Cambridge e Manchester, tendo contado com a presença do inglês Harry Kroto, Prémio Nobel na Química.

A nanotecnologia já começou a ter um considerável impacto socioeconómico na Europa, EUA e Japão. Como exemplos de aplicações refira-se a indústria têxtil, onde podem ser utilizadas nanopartículas ou nanofibras de prata que apresentam propriedades anti-bacterianas, ou a indústria cosmética que desenvolve protectores solares à base de nanopartículas capazes de controlar a absorção das radiações solares. Na sua actividade de investigação científica aplicada à nanotecnologia, a Universidade do Minho tem em curso várias dezenas de projectos de I&D envolvendo financiamento externo e parceiros industriais, desempenhando assim um papel crucial para o desenvolvimento de novas competências técnicas da indústria internacional em geral e da portuguesa em particular.
 
mais informações em: http://www.mpa-meeting.com/

lista de oradores convidados : http://www.nanotechnews.eu

 


contactos

 

 


 

 

 

 

Universidade do Minho
Prof. Vasco Teixeira (chair da comissão organizadora)
Email: sec-vteixeira@reitoria.uminho.pt

publicado por nanotech | Terça-feira, 01 Junho , 2010, 19:56


Mestrado em Biofísica e Bionanossistemas (MBBNs) - Curso Novo 2010/2011

 

 

Informam-se todos os interessados que as candidaturas para o MBBNs, da Escola de Ciências da Universidade do Minho (Braga), decorrem entre 24 de Maio e 15 de Junho. Nesta primeira fase de candidaturas serão disponibilizadas as 30 vagas previstas para o curso.

 

Este curso de Mestrado, focado nas áreas da Biofísica com Aplicações em Nanotecnologia, foi recentemente acreditado pela Agência de Acreditação A3Es.

 

Para informações sobre o processo de candidatura, visite o link: http://www.uminho.pt/Default.aspx?tabindex=9&tabid=8&lang=pt-PT&pageid=1343

 

OBJECTIVOS

 

Numa lógica de forte interdisciplinaridade entre as áreas do saber da Física e da Biologia, o curso de Mestrado em Biofísica e Bionanossistemas tem por objectivo dotar os estudantes de um profundo conhecimento na Física dos sistemas biológicos e dos seus constituintes moleculares, em particular:

- Proporcionar formação avançada de elevada qualidade em Biofísica de bionanossistemas;

- Proporcionar um ambiente científico estimulante em projectos de investigação de reconhecida qualidade, facilitador da aprendizagem, da troca de ideias e do empreendedorismo;

- Preparar adequadamente os candidatos para uma carreira de investigaçãoem Biofísica, no país e no estrangeiro;

- Fomentar a integração no mercado de trabalho, em empresas de base tecnológica e em centros de investigação.

 

 

COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR

 

- Empreendedorismo para novos projectos na área dos Bionanossistemas;

- Implementação e utilização de técnicas de caracterização avançada de Bionanossistemas;

- Capacidade de integração em equipas interdisciplinares de investigação  e desenvolvimento (I&D) na área de Biofísica e dos Bionanossistemas;

- Desenvolvimento de novos bionanossistemas para aplicações específicas respondendo ao interesse de empresas e consórcios de investigação, nomeadamente nas áreas de Nanomedicina e Bionanomateriais.

- Desenvolvimento de novas áreas tecnológicas na interface da Física com a Biologia.

 

 

Para informações sobre outros cursos visite o link: http://www.ecum.uminho.pt/.

Informações adicionais podem ser obtidas no link: http://www.fisica.uminho.pt/Default.aspx?tabid=7&pageid=331&lang=pt-PT

 

Para qualquer esclarecimento específico, poderá contactar a secretaria do Departamento de Fisica, através do e-mail mestrado@fisica.uminho.pt ou tsantos@fisica.uminho.pt

 

 

A Directora do Curso do Mestrado em Bionanossistemas

 

Maria Elisabete C.D. Real Oliveira

Prof. Assoc.  c/ Agreg. /Assoc. Prof. with Habilitation

Departamento de Física/ Physics Department

Escola de Ciências/School of Science

Universidade do Minho/University of Minho
4700 Braga - Portugal
Tel: 351-253 604325
E-mail: beta@fisica.uminho.pt

 

 


publicado por nanotech | Sexta-feira, 28 Maio , 2010, 23:31
Minho na revolução da nanotecnologia

27/05/10, 01:42
Almerinda Romeira

Na sua actividade de investigação científica aplicada à nanotecnologia, a Universidade do Minho tem em curso dezenas de projectos de I&D envolvendo financiamento externo e parceiros empresariais. O objectivo é, segundo o Pré-Reitor Vasco Teixeira, contribuir para o desenvolvimento de novas competências técnicas da indústria internacional em geral, e da portuguesa em particular.


O que é a nanotecnologia?
A nanotecnologia é uma área de investigação e desenvolvimento muito ampla e multidisciplinar que se baseia nos mais diversificados tipos de materiais (polímeros, cerâmicos, metais, semicondutores compósitos e biomateriais), estruturados à escala nanométrica (nanoestruturados) de modo a formar blocos de construção (building blocks) como clusters, nanopartículas, nanotubos e nanofibras que, por sua vez, são formados a partir de átomos ou moléculas.
Materiais nanoestruturados são aqueles que apresentam pelo menos em uma dimensão menor que 100 nanometros. Note--se que o diâmetro médio de um cabelo tem a espessura de 60 mil namometros.


Que disciplinas envolve?
A nanotecnologia sendo um campo altamente multidisciplinar envolve uma série de domínios como a física aplicada, a ciência de materiais, física de dispositivos, química e engenharia química e têxtil, engenharia de polímeros, engenharia biológica, engenharia electrónica e auto-replicação de dispositivos moleculares e robótica, entre outras áreas do conhecimento.


Que aplicações pode ter?
A nanotecnologia está a emergir como o campo mais promissor e de maior expansão de I&D. As expectativas para que a nanotecnologia melhore a segurança e a qualidade de vida dos cidadãos são bastante elevadas e, por outro lado, apresenta um potencial enorme para novas soluções para problemas industriais através de técnicas de nanofabricação emergentes.


Qual o impacto tecnológico e social da nanotecnologia?
A nanotecnologia já começou a ter um considerável impacto sócio-económico na Europa, EUA e Japão. Segundo alguns estudos de mercado, poderá vir a ser responsável por mais de 100 milhões de postos de trabalho directos ou indirectos à escala mundial nos próximos 15 anos.
Como exemplos de aplicações, temos a indústria têxtil, onde podem ser utilizadas nanopartículas ou nanofibras de prata que apresentam propriedades anti-bacterianas. Para produtos inovadores farmacêuticos, é possível conseguir-se a libertação controlada dos medicamentos, bem como conduzi--los especificamente à zona do corpo pretendida. Na indústria cosmética, os protectores solares à base de nanopartículas controlam a absorção das radiações solares com elevada precisão e as nanocápsulas com aditivos anti-envelhecimento penetram mais eficazmente nos poros da pele.


Estamos perante um admirável mundo novo?
Sim, uma nova revolução tecnológica, mas nanotecnológica. Os potenciais resultados tecnológicos da bionanotecnologia e nanomedicina que contribuirão para a melhoria da saúde humana tornam-se ainda mais excitantes quando se perspectivam desenvolvimentos de novos biomateriais, dispositivos e técnicas de detecção (p.ex. lab-on-a-chip), bem como recuperação biológica de órgãos e tecidos. Assim, questões como síntese, fabrico e caracterização de nanomateriais funcionais e nanoestruturas para aplicações biomédicas (nanotubos, nanofios, nanopartículas, biomateriais auto-organizados, nanomateriais à base de polímeros biodegradáveis, revestimentos nanoestruturados e filmes finos, superfícies inteligentes, reconhecimento biomolecular, imagiologia médica, nanodiagnóstico e terapia, etc.) tornam-se muito importantes.


O que está a Universidade do Minho a fazer nesta área?
A actual Reitoria da Universidade do Minho (UM) considera esta área como estratégica. No domínio da Nanotecnologia decorrem actualmente várias dezenas de projectos de I&D com financiamento externo e envolvendo parceiros empresariais. Englobam áreas onde a Universidade detém competências científicas e tecnológicas em bionanotecnologia, nanomedicina, nanoelectrónica e nanomateriais (produção e caracterização).
Eu, como Pró-Reitor com o pelouro da Investigação, tenho vindo a coordenar um grupo de trabalho para a elaboração de um relatório sobre as competências em I&D em micro e nanotecnologias existentes na Universidade.
A Universidade do Minho, aquando do seu 36º aniversário, no passado dia 17 de Fevereiro, celebrou vários protocolos de cooperação, um dos quais foi com o INL. Fomos a primeira Universidade a assinar um protocolo de cooperação com o INL (Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia) com sede em Braga (praticamente em fase de arranque e localizado mesmo em frente ao Campus de Gualtar da UM).


Esse protocolo versa sobre o quê?
Este protocolo tem como finalidade o estabelecimento de acções de colaboração científica e tecnológica nas áreas relevantes das Nanociências e Nanotecnologias, no âmbito das actividades de I&DT desenvolvidas pelo INL e UM, como elementos integrantes de uma estratégia global do desenvolvimento científico e tecnológico. O protocolo prevê, entre outras acções, condições especiais de acesso aos recursos existentes e às instalações, ofertas de cursos de pós-graduação no domínio da nanotecnologia; a orientação conjunta de projectos de alunos do 2º e 3º ciclos, a promoção de actividade económica no domínio da nanotecnologia.


De que forma a Universidade do Minho contribuirá para o aparecimento de novas empresas e criação de novos postos de trabalho?
A Universidade do Minho assume-se como uma Universidade de Investigação e sempre procurou estimular nos seus alunos, docentes e investigadores uma cultura e espírito empreendedor.
No âmbito da sua política de valorização do conhecimento, a Universidade do Minho incentiva a constituição de empresas que tenham por objectivo a valorização do conhecimento resultante das suas actividades de investigação científica e tecnológica: os Spin-offs da Universidade do Minho.


Que resultados práticos apresenta essa política de valorização do conhecimento?
O desenvolvimento de comportamentos e competências empreendedoras na comunidade académica traduzem-se num incremento no número de registos de patentes e na criação de microempresas de base tecnológica algumas das quais já contam com participação de empresas capital de risco e de grandes empresas na sua estrutura societária.


A nanotecnologia pode melhorar esses resultados?
Com certeza. Como consequência natural dos vários projectos de nanotecnologia na Universidade do Minho em geral, e em particular os que decorrem em colaboração com o INL, surgirão novos produtos e processos que levarão certamente ao surgimento de spin-offs e start-ups. Espero que estas "nano"-empresas tecnológicas possam, numa primeira fase, incubar ou no INL ou em parques tecnológicos, onde a UM é associada, como é o caso do SpinPark (incubadora de empresas de base tecnológica do Avepark - Parque de Ciência e Tecnologia nas Taipas).
Estas micro-empresas deverão ser detentoras de soluções tecnológicas inovadoras e únicas, geralmente disruptivas e baseadas em nanotecnologia, para problemas da sociedade moderna e que representem um produto ou serviço com valor acrescentado.

Em quantos projectos de investigação científica e tecnológica estão envolvidos a nível nacional e internacional?
Em 2010, para todas as áreas científicas, temos mais de 400 projectos em curso. No que diz respeito aos nanomateriais e nanotecnologias, temos várias dezenas em curso com financiamento nacional (QREN, FCT), sete projectos com financiamento do 7ºPQ (2007-2013) dos quais dois são coordenados por investigadores da UM (durante o 6ºPQ, participamos em 18 na área nano e num total de 50 para todas as áreas científicas).


Em que áreas está centrado o programa estratégico de I&D do Grupo de Revestimentos Funcionais da Universidade do Minho?
Destaco as seguintes áreas estratégicas para o bem estar da população e para o sector industrial: filmes finos electro e termo-cromáticos capazes de modular a cor dos vidros ou superfícies poliméricas, assim como o controlar o fluxo de calor através de janelas em edifícios (e com evidente aplicação na indústria automóvel e aeronáutica). Revestimentos nanoestruturados e filmes finos para superfícies inteligentes (implantes biomédicos, auto-limpeza, anti-bactérias, auto-regeneração, dispositivos sensoriais e de nanodiagnóstico médico), aplicações decorativas anti-risco inovadoras a nível mundial, sistemas ultra-eficientes de energia, células solares de última geração, integração de sistemas fotovoltaicos em elementos arquitectónicos, nanofilmes e tratamentos plasma para polímeros e têxteis técnicos. Superfícies nanograduadas e nanocompósitos com incorporação de nanopartículas (p.ex. filmes de dióxido de titânio com pigmentos orgânicos para uso em colectores solares de alta eficiência).

Que ligação têm estes conteúdos programáticos (de I&D) ao tecido empresarial da região do Minho e, de forma mais vasta, à indústria portuguesa?
Muitos dos projectos em curso têm participação de PME e todos eles apresentam uma vertente muito aplicada para sectores da economia nacional, designadamente na indústria opto-electrónica, metalomecânica, indústria automóvel, indústria de moldes, plásticos, vidros, de embalagens e biomédica.
Por exemplo, o projecto QREN Solar Tiles - Desenvolvimento de Sistemas Solares Fotovoltaicos em Coberturas e Revestimentos Cerâmicos, envolve três empresas líder no sector de materiais cerâmicos e telhas para a construção civil (Revigres, Dominó e Coelho da Silva) e uma empresa de Arquitectura e Ambiente, entre outros parceiros.
A oportunidade de utilização de produtos inovadores cerâmicos solares no mercado da reabilitação urbana constitui-se também, neste sentido, como uma forte motivação para a indústria cerâmica nacional, dada a perspectiva genérica de crescimento deste segmento de mercado do sector da construção.
De um modo geral, também são envolvidas muitas outras empresas nacionais na maior parte dos projectos em curso nos 31 centros de Investigação existentes na UM.


Está a confirmar a ideia de que existe uma ligação estreita...
Na sua missão, a UM sempre considerou como um dos pilares de desenvolvimento o estabelecimento de laços estreitos de colaboração com a indústria.
Na sua actividade de investigação científica aplicada à nanotecnologia, a grande maioria dos investigadores da Universidade do Minho sempre procurou integrar colaborações com empresas regionais, nacionais e também internacionais, de modo a que os domínios de I&D pudessem, de alguma forma, contribuir para o desenvolvimento de novas competências técnicas da indústria internacional em geral, e da portuguesa em particular.
Nesse sentido, empresas nacionais e internacionais têm sido integradas em consórcios de projectos financiados pelo QREN, ADI, FCT, COST e europeus 7ºPQ (Programa Quadro de I&DT financiado pela Comissão Europeia).
A Universidade do Minho procura dinamizar novas áreas de investigação dos nanomateriais e nanotecnologias, formação avançada de recursos humanos altamente qualificados e sua inserção no mercado de trabalho e fortalecer a rede regional, nacional assim como na euro-região Norte de Portugal-Galiza, de cooperação científica e tecnológica. É sobretudo através de projectos de investigação aplicada que se promove uma efectiva transferência de conhecimento e tecnologia das Instituições de I&D para o tecido industrial.


No que é que a nanotecnologia e a Universidade do Minho podem contribuir para o desenvolvimento das micro e PME nacionais?
A investigação, desenvolvimento e inovação em áreas da nanotecnologia vão contribuir para a realização de avanços fundamentais na produção e utilização de nanomateriais em novos produtos e processos em variadas áreas do tecido económico nacional. Por exemplo no sector da energia, na indústria têxtil, na medicina e nas tecnologias da saúde, na indústria química e na agro-alimentar, nas TIC, entre muitas outras.
A curto e médio prazo, a nanotecnologia contribuirá para o desenvolvimento de sistemas eficientes e de baixo custo para a geração, armazenamento e transporte de energia.
Os materiais e estruturas concebidos e fabricados ao nível nanométrico não só melhoram como reduzem os custos nos sistemas solares fotovoltaicos, sistemas solares térmicos, baterias, células de combustível e outras tecnologias de energia.
Entre as propriedades introduzidas nos têxteis por via da nanotecnologia encontram-se a impermeabilidade, tecidos anti-sujidade e anti-vincas, os tratamentos anti-bacterianos e anti-
-fúngicos, anti-estática e protecção UV, retardamento de chama, aceleração do tempo de secagem, etc.
Estas novas soluções tecnológicas abrem, assim, novas perspectivas para a inovação e criação de novas oportunidades de negócios nas PME da indústria têxtil (um sector predominante na região do Minho e do Vale do Ave).


Qual o investimento europeu envolvido na I&D das Nanociências e Nanotecnologias?
Na Europa, a área emergente das Nanociências e Nanotecnologias foi uma das áreas principais de investigação contemplada no anterior 6º Programa-Quadro, com um investimento estimado para este sector na ordem de 1.300 milhões de euro entre 2003 e 2007.
FP7 (7ºPQ)  é a sigla que designa o Sétimo Programa-Quadro para a Investigação e Desenvolvimento Tecnológico. É este o principal instrumento da União Europeia para financiar a investigação na Europa (dispondo de mais de 50 mil milhões de euro), e está em vigor de 2007 até 2013.
A Comissão Europeia continua a apostar fortemente na área da Nanotecnologia (tema NMP - Nanociências, Nanotecnologias, Materiais e Novas Tecnologias de Produção), tendo subido o investimento em Nanotecnologia, no 7º Programa-Quadro (2007-2013), para cerca de 3.500 milhões de euros.


O que é o Grupo de Revestimentos Funcionais (GRF) do Centro de Física
O programa de I&D do Grupo de Revestimentos Funcionais (GRF) do Centro de Física da Universidade do Minho (CFUM) tem por objectivo a pesquisa aplicada nos processos de síntese por tecnologias limpas de fabrico e de caracterização de revestimentos finos obtidos a partir da deposição física e química de vapores em vácuo (processos PVD e CVD), permitindo o desenvolvimento de conceitos radicalmente inovadores de materiais na forma de revestimentos, design de multicamadas à escala nanométrica e melhoria do desempenho dos revestimentos para uma dada aplicação científica ou tecnológica.


Colaborações actuais e potenciais do GRF com a indústria

  • Revestimentos funcionais decorativos/inteligentes

    Revestimentos decorativos anti-risco alternativos aos vernizes, labels de segurança para embalagens da indústria alimentar/farmacêutica, revestimentos funcionais para a indústria automóvel, filmes fotocatílticos-self-cleaning, etc.
  • Tratamentos de superfícies em metais, plásticos, têxteis, compósitos
Anti-risco e repelentes de água, auto-laváveis, metalização, filmes de Interferência, laser etching, filmes decorativos em componentes etc..


 

  • Energia solar e ambiente
Revestimentos termocromáticos capazes de modular a trocas de energia através de janelas em edifícios, automóveis, comboios,etc; revestimentos multicamada electrocromaticos capazes de modular a transmissão de radiação e de tornar os materiais coloridos por acção de corrente eléctrica; revestimentos nanograduados e nanocompósitos inorgânicos por técnicas PVD e filmes nanocompósitos com pigmentos orgânicos para uso em colectores solares de alta eficiência, TCO-óxidos condutores transparentes para células solares fotovoltaicas, etc.


 

  • Nanomedicina e Nanobiotecnologia
Desenvolvimento de plataformas micro-nano para detecção rápida e de baixo custo de agentes patogénicos, incorporação de filmes nanométricos-nanopartículas em embalagens de alimentos/farmacos de modo a torna-las bioactivas e/ou conferir melhor protecção contra a deterioração do conteúdo, etc..


 

  • Revestimentos optimizados para moldes de injecção
Molde de alto brilho ou com micro-texturas, moldes de injecção metálica, vidros,etc.


 

  • Consultadoria na área de inovação em tratamento de superfícies e energia solar


Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia  
Em fase final de instalação em Braga, o Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, criado por iniciativa conjunta dos Governos de Portugal e Espanha durante a XXI Cimeira Luso-Espanhola, é a primeira, e até agora única, organização de investigação no mundo na área da nanociência e nanotecnologia com um estatuto jurídico completamente internacional. As instalações, ocupando uma área de aproximadamente 26.000 m2, incluem laboratórios e gabinetes com 7.500 m2, salas limpas com 2.400m2, auditório e áreas públicas com 4.800m2, zonas técnicas com 3.500 m2, áreas administrativas com 700 m2. O edifício principal inclui as seguintes áreas de investigação: a sala limpa central de micro e nanofabricação (1.200 m2 de classe 100 e classe .1000, bay and chase area), os Laboratórios Centrais de Alta Precisão (vibração controlada e ambiente EMI para análise estrutural e em microscópios de electrões, laboratório de scanning probe, o laboratório de análise de interface e superfície, NMR, e outros), o laboratório central de biologia e bioquímica, e duas alas com 40 laboratórios PI.
Do total de 400 pessoas que irão trabalhar nas instalações do INL, 200 serão cientistas que desenvolverão projectos no âmbito das quatro principais áreas de investigação do Laboratório.

 

 

fonte: OJE- o Jornal Económico - PME NEWS


publicado por nanotech | Domingo, 16 Maio , 2010, 18:13

Jornadas Ciência e Medicina - Nanotecnologia
Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, sábado, 22-05-2010

 
O Departamento Cientifico do Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM) organiza as primeiras Jornadas Ciência e Medicina numa área promissora e em franca expansão, a Nanotecnologia

  Jornadas Ciência e Medicina - Nanotecnologia
 

A Nanotecnologia é uma área promissora da ciência que tem conhecido recentemente um avanço extraordinário. O NEMUM pretende com esta iniciativa trazer novos conhecimentos aos nossos alunos e fomentar a interacção com alunos de outros cursos da Universidade do Minho com interesse neste tema, alunos de outras universidades Portuguesas, bem como investigadores nesta área ou áreas afins.

São nossos parceiros, nesta actividade, a Reitoria da Universidade do Minho, a Escola Ciências da Saúde e o seu Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde.

 

Palestra de Abertura 9:15 - 10:00h
 
Nanotecnologia
-
José Rivas, Presidente do INL -  
International Iberian Nanotechnology Laboratory
 

Drug Delivery 10:00 - 12:30h


Nanopartículas como agentes de Libertação Controlada e Intracelular de Fármacos: Possíveis Aplicações no Sistema Nervoso Central

          A
ntónio Salgado Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde, Universidade do Minho


Estudo do potencial de liposomas à base de monooleína na libertação intracelular de material genético: da caracterização à aplicação
       João Neves - Departamento de Fisica, Universidade do Minho

O tratamento para a tuberculose disseminada pode ser melhorado com uso de 
rifabutina encapsulada em lipossomas: um estudo no modelo infecção murino.
  • Andrea Cruz  - Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde, Universidade do Minho


Laboratório num chip 14:00-15:30h 

Micro e nanotecnologia para dispositivos lab-on-a-chip: biodiagnósticos e cell-chips.
  • João Pedro Conde - Departamento de Engenharia Química e Biológica, IST, Lisboa;  INESC Microssistemas e Nanotecnologias, Lisboa 

    Lab-on-a-chip
    para análise de fluidos biológicos
  • Graça Minas - Departamento de Electrónica Industrial, Universidade do Minho

     
    Medicina Regenerativa 15:30-17:00h
Nanobiomateriais em Medicina Regenerativa

João F. Mano - 3 B's Research Group - Biomaterials, Biodegradables and Biomimetics; Departamento de Engenharia de Polímeros, Universidade do Minho

 

Aplicação de nanopartículas como agentes de libertação controlada para estratégias de regeneração de osso e cartilagem

Vítor Espírito Santo- 3 B's Research Group - Biomaterials, Biodegradables and Biomimetics; Departamento de Engenharia de Polímeros, Universidade do Minho

Palestra de Encerramento 17:00 - 18h00

“Nanotecnologia e Nanomedicina: investimentos em  I&D  na Europa e o impacto social e económico das suas aplicações”
-
  Vasco Teixeira, Pró-Reitor Universidade do Minho
 

 
Porto de Honra - encerramento

 
mais informações: http://jornadasnanotecnologia.weebly.com/apresentaccedilatildeo.html

contactos
NEMUM
Escola de Ciências da Saúde,
Universidade do Minho - Campus de Gualtar,
4710-057 Braga
253604849       
E-mail: nemum@ecsaude.uminho.pt
Organização:
Andreia Silva: a47435@alunos.uminho.pt
Célia Soares: a47479@alunos.uminho.pt

publicado por nanotech | Domingo, 16 Maio , 2010, 18:03
  Tecnologia sustentável irá alimentar faróis e painéis em ruas e rodovias
Unesp pesquisa material capaz de gerar eletricidade com fluxo de veículos na via; seu uso está previsto para 2015

 

 

Nos laboratórios da Universidade Estadual Paulista (Unesp) está surgindo um nanomaterial capaz de aproveitar a força mecânica gerada pelo tráfego de veículos em uma via para obter eletricidade. A inovação poderá ter muitas aplicações e seu primeiro uso, previsto para estar disponível até 2015, será a criação de ruas e rodovias autossuficientes em energia, com  semáforos e painéis alimentados pela passagem dos carros e caminhões. Do ponto de vista do processo produtivo, a tecnologia gera energia limpa, renovável e sustentável. O método empregado é nanométrico – nele o pesquisador manipula a arquitetura e as propriedades de átomos e moléculas com o objetivo de produzir materiais novos sob medida, com características especiais, podendo ser físicas, químicas, térmicas, mecânicas, etc. Na pesquisa em questão, o nanomaterial foi desenvolvido a partir da integração de um polímero com nanopartículas cerâmicas de titanato zirconato de chumbo, identificado no meio científico pela sigla PZT. É um compósito flexível, uniforme, capaz de suportar temperaturas de até 360 graus Celsius. Seu diferencial é ser piezoelétrico, ou seja, tem a capacidade de liberar elétrons a partir do peso e compressão dos veículos sobre o asfalto das ruas.
Para gerar energia, o material não precisa ficar na superfície. E para funcionar, basta receber a pressão (peso mais velocidade) do carro ou caminhão que estiver passando sobre ele. Em tese, opera até em temperaturas abaixo de zero e em enchentes, funcionando a partir do peso da água e da correnteza. O estudo é de autoria dos cientistas Walter Sakamoto, do Departamento de Físicae Química da Faculdade de Engenharia (FE) de Ilha Solteira, e de Maria Aparecida Zaghete, do  Departamento de Bioquímica e Tecnologia do Instituto de Química (IQ) de Araraquara.
A dupla explica que a propriedade piezoelétrica do nanomaterial tem origem em sua estrutura. O segredo da pesquisa foi encontrar o tamanho e a disposição ideais para as partículas cristalinas de PZT serem integradas no compósito. Pequeninas e espalhadas, elas influenciam diretamente a qualidade da resposta elétrica a partir da deformação mecânica causada no material pela passagem do carro sobre ele.
Idealizador do projeto, o pesquisador Sakamoto estuda há anos sensores para serem usados para detectar o porcentual de umidade de solo e radiação, entre outras finalidades. Neste projeto específico, conta com o auxílio da professora Maria Aparecida para produzir pó cerâmico capaz de substituir o material importado, de alto custo e mais difícil de se obter distribuição homogênea quando integrado na matriz polimérica para originar o nanomaterial.
A possibilidade de gerar eletricidade a partir do nanomaterial foi comprovada com um experimento. Nele, o pesquisador Sakamoto pressiona o nanomaterial e um LED (diodo emissor de luz) conectado ao sistema acende. De acordo com o professor Sakamoto, não é possível estimar o custo do material, produzido em pequena quantidade para ser usado nos testes laboratoriais. Ele salienta que o próximo passo é encontrar pesquisadores ou empresas interessados em fabricar um capacitor para armazenar a carga elétrica recebida. E prevê que o principal desafio para construir o dispositivo será criar outro nanomaterial, com a propriedade primordial de acumular grande quantidade de energia tendo tamanho reduzido.
De acordo com os pesquisadores, há outros usos possíveis para o material, como em implantes para detectar o crescimento ósseo e vazamentos de Raios X no ambiente. E citam, ainda, o exemplo de um shopping no Japão cujo piso gera eletricidade a partir da passagem dos clientes. Segundo eles, a atual pesquisa é parte de uma corrida mundial da ciência em busca de novas fontes de energia, de preferência limpas. A meta é substituir, de modo sustentável, os atuais combustíveis.

 

 

Autor: Rogério Silveira
Fonte: Diário Oficial

 


publicado por nanotech | Domingo, 16 Maio , 2010, 17:55

 




NANOAGRI 2010 -- Uma Conferência Internacional sobre os Impactos da Nanotecnologia em Alimentos e Agricultura

SUBMISSÃO DE RESUMOS ATÉ 26 DE MARÇO

O desenvolvimento de novos produtos através da Nanotecnologia é cada vez mais uma realidade, atingindo consumidores em várias áreas inclusive na Agricultura e Alimentos. Sabe-se, porém, que o estes desenvolvimentos podem suscitar dúvidas a respeito dos impactos envolvidos, tanto quanto a seus benefícios quanto a possíveis riscos – de fato, eventos de contato de nanopartículas e nanoestruturas com organismos vivos são situações ainda não compreendidas plenamente. Na atividade agrícola o contato com estes sistemas tem ainda o agravante de potencialmente ocorrer em larga escala, pela amplitude de área e participação humana envolvida na atividade, e estendendo-se eventualmente até o consumidor final.

Estas preocupações já aparecem frequentemente em fóruns internacionais, e o papel de destaque do Brasil nestas discussões foi reconhecido pela Organização de Alimentos e Agricultura (FAO). Esse reconhecimento culminou com o convite à CAPES, Embrapa e IEA/USP-SC, entre outras entidades brasileiras, por parte da FAO, para a organização de uma Conferência Mundial para discussão das aplicações da Nanotecnologia nas cadeias de Alimentos e Agricultura, que possa fundamentar as discussões sobre os benefícios da Nanotecnologia nessas cadeias produtivas, e levantar os possíveis riscos envolvidos nesses novos produtos. Este evento acontecerá de 20 a 25 de junho de 2010, no Hotel Colina Verde de São Pedro (no entorno de São Carlos), e detalhes podem ser obtidos no site www.nanoagri2010.com. Essa é uma grande oportunidade para o Brasil destacar a sua relevância no âmbito internacional da pesquisa em Nanotecnologia, seja através de tecnologias que já são usadas em aplicações agrícolas ou ainda, naquelas que poderão se tornar potencialmente impactantes nestas áreas, futuramente.

Durante o evento serão realizadas três Mesas Redondas coordenadas pela FAO, com a presença de representantes de organizações internacionais como ONU, OMS, OECD, CGIAR, entre outras. Estas discussões auxiliarão as diretrizes futuras destes órgãos, seja no incentivo a atividades de pesquisa e desenvolvimento, como na orientação de normas, regulamentos e protocolos para avaliação da segurança do uso de Nanotecnologias nestas áreas.

Já foram confirmados treze palestrantes estrangeiros de renome e dois palestrantes brasileiros. Estarão presentes em palestras convidadas:

Günter Oberdörster, Univ. Rochester (nanotoxicologia); Wintson Soboyejo, Univ. Princeton (nanobiotecnologia); Jennifer Kuzma, Univ. Minnesota (regulamentação em nanotecnologia); Enrico Traversa, MANA - JP (sensores e nanossensores, materiais para células combustíveis); Patrick Gunning, IFR - UK (nanotecnologia em alimentos); John Baglin, IBM (espectroscopia aplicada à caracterização de nanopartículas); Roberto Cesareo, Università di Sassari, Italy (espectroscopia aplicada à caracterização de nanopartículas); Glaucia Maria Pastore, FEA - UNICAMP (ciência e tecnologia de alimentos), Jairton Dupont, UFRGS (nanopartículas em catálise), Tara McHugh, ARS - USDA (nanotecnologia em alimentos); Franz Kampers, Wageningen University (nanotecnologia em agricultura), Vasco Teixeira, Univ. Minho (modificação superficial de embalagens), Michael Köhler, Techn. University Ilmenau (sistemas nano-fluídicos), Joaquim Carneiro, Univ. Minho (modificação superficial de embalagens), V. Rajendran, K.S.R College of Technology, India (nanopartículas fertilizantes).

O evento terá edição de anais (com ISBN). A submissão de resumos (1 página) está aberta até 26 de março de 2010 e as pré-inscrições até 30 de abril de 2010.

Cordialmente,

Sergio Mascarenhas
Luiz Mattoso
Caue Ribeiro


publicado por nanotech | Domingo, 16 Maio , 2010, 17:52

A nanotecnologia é uma área da ciência à qual cientistas, empresas e iniciativas governamentais de todo o mundo têm se dedicado com afinco.

 

Autor: Silvia Pacheco
Fonte: Correio Braziliense

Foto: Rorivaldo e Ricardo



A nanotecnologia é uma área da ciência à qual cientistas, empresas e iniciativas governamentais de todo o mundo têm se dedicado com afinco. O motivo de tantas pesquisas é o enorme potencial de aplicações do segmento, que vão desde o desenvolvimento de equipamentos eletrônicos mais eficientes até a fabricação de materiais que impeçam o acúmulo de gordura nos fogões. Mas o que poucos poderiam imaginar é que a técnica que reorganiza átomos para criar ou melhorar objetos daria origem a uma nova forma de arte, responsável por imagens surpreendentes e batizada de nanoarte.

Cientistas perceberam que as nanopartículas — tão pequenas que são invisíveis mesmo com a ajuda de microscópios comuns e são medidas em nanômetro (unidade 1 milhão de vezes menor que 1mm) — são ideais para a expressão artística. As formas desses elementos, que lembram flores, rios e até cavalos-marinhos, são um convite à criatividade. A sobreposição de partículas dá origem a verdadeiras esculturas naturais, cujas formas são captadas em preto e branco por microscópios de altíssima resolução. As imagens são, então, encaminhadas para um editor de imagem, onde os artistas acrescentam as cores.

“Depois de muito observar essas imagens, percebi a beleza que elas representavam”, conta Rorivaldo Camargo, técnico em microscopia da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), um dos pesquisadores que encontrou na nanotecnologia uma maneira de expressar seus dotes artísticos. “Uma partícula sobre a outra pode gerar uma imagem inusitada. A beleza é esculpida pela própria natureza. O toque do artista vai nas cores escolhidas para enaltecer a imagem”, explica o criador do Projeto Nanoarte, que há três anos produz composições obtidas a partir de nanopartículas analisadas pelos alunos e pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC).

 



The nanoparticles domain lies between solids and molecules where their properties are expected to 



O projeto ajudou a colocar o país em posição de destaque na área. Dois pesquisadores da Ufscar, Ricardo Tranquilin e Daniela Caceta, ficaram, respectivamente, com o segundo e o quarto lugares na quarta edição da Mostra Internacional Online de Nanoarte, terminada no mês passado. “Em diversas imagens observamos formas variadas da natureza. Aí é só usar a criatividade nas cores. É um trabalho artístico em equipe, e o resultado final é prazeroso e motivador”, descreve Tranquilin, doutorando e técnico em microscopia.

Participaram da competição, com votação feita pela internet, 42 pesquisadores da Alemanha, do Canadá, da Itália, da Romênia, da Holanda, da Eslovênia, das Filipinas e do México, além do Brasil, que pela primeira vez enviou trabalhos. “Nosso desempenho mostra a presença do Brasil na nanoarte e demonstra nosso potencial nessa área”, comemora Tranquilin. Os trabalhos dos 10 melhores colocados ganharão exposições na Alemanha e na Finlândia, onde serão vendidos. Segundo, Tranquilin, as obras selecionadas na edição passada da mostra foram vendidas por valores a partir de US$ 9 mil. “Teve imagem que chegou a ser vendida por US$ 15 mil”, conta o doutorando.

Propriedades

Segundo Elson Longo, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), a proposta do projeto, além do aspecto estético, ajuda os cientistas a entenderem melhor as propriedades das matérias. “Essas imagens são capazes de nos mostrar propriedades que nunca imaginamos que essas matérias tivessem”, diz. Longo cita como exemplo o fato de a água não ser absorvida pelas folhas das plantas. “Por que a folha não molha? Ora, porque há pelos nanométricos em sua superfície que faz com que a água deslize. As imagens nos mostraram isso”, explica.

Outro aspecto da técnica é o de popularizar o mundo dos nanomateriais e estimular a curiosidade científica a partir das imagens obtidas. O grupo que compõe o Projeto Nanoarte planeja lançar o quinto DVD com as imagens produzidas. “Queremos divulgar a nanotecnologia para o público em geral, além das escolas técnicas”, afirma Camargo. “No momento da seleção das imagens, vimos que seria interessante levar informações aliadas às belas imagens tanto para os profissionais quanto para os amadores. Alguns artistas plásticos já entraram em contato comigo, interessados nas imagens”, completa.

INFINITOZINHO
A nanotecnologia inspira também outras formas de arte. No mês passado, o doutor em multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Giuliano Tosin criou o que foi considerado o primeiro nanopoema em língua portuguesa. Tosin gravou, em um fio mil vezes mais fino que o de cabelo, a palavra infinitozinho. O fio de fosfeto de índio foi marcado por um feixe de elétrons gerado a partir de um microscópio eletrônico de transmissão por varredura. Na ocasião, o autor da façanha esclareceu sua obra de forma polêmica: “É para mostrar o lado ocioso e vagabundo das mídias eletrônicas, um lado que não serve para nada senão gerar estados de espírito e insights para o intelecto”, disse ao Jornal da Unicamp.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor: Silvia Pacheco
Fonte: Correio Braziliense


publicado por nanotech | Sexta-feira, 14 Maio , 2010, 17:42

Equipe vencedora de competição promovida pelo MIT desenvolveu utilizou nanotecnologia para desenvolver um cimento que reduz as emissões de CO2.

 

Nesta quinta-feira, o MIT (Massachusetts Institute of Technology) anunciou a equipe vencedora do concurso MIT $100K Entrepreneurship Competition, a C-Crete Technologies, desenvolvedora de um cimento, por meio da nanotecnologia, que reduz consideravelmente as emissões de CO2.

 

Os finalistas da vigésima edição do concurso anual do MIT tinham projetos como chiclete de insulina e alarme silencioso para garantir a qualidade do sono. Entretanto, a vencedora foi a C-Crete, passando por mais de 200 equipes.

 

O cimento desenvolvido pela equipe utiliza o CO2 em sua composição, tornando-o ainda mais forte do que os cimentos comuns. Por muitos anos o mundo procura por uma solução simples e prática para reduzir os níveis de carbono e limitar seu impacto no meio ambiente, conta Natanel Barookhian, um dos fundadores da C-Crete, o que nós fizemos, foi desenvolver um método de abordar este tema, tendo como alvo a produção de cimento, um dos produtos mais utizados no mundo, melhorando ainda suas propriedades.

 

As equipes competiram em categorias como Produtos e Serviços, Web e TI, Energia, Desenvolvimento, Aparelhos Móveis e Ciências da Vida, conta o site CNET . A premiação para o vencedor de cada categoria foi de U$ 20 mil (R$ 35 mil). Assim, a equipe C-Crete, que venceu em Energia e no geral, recebeu um prêmio de U$ 120 mil, quase R$ 213 mil, para investir no projeto.

 

No site do concurdo do MIT estão listadas as equipes vencedoras de cada categoria, além de uma breve descrição de cada projeto.

 

Por Nátaly Dauer

Geek via Yahoo! Brasil Notícias 


publicado por nanotech | Quarta-feira, 05 Maio , 2010, 17:42

Cientistas avançam no campo da energia limpa, desenvolvendo uma célula de energia solar em um pedaço de papel.

 

Pesquisadores de Massachesetts Institute of Technology ( MIT ), nos Estados Unidos, apresentaram nesta terça-feira uma célula de energia solar em uma folha de papel, marcando um importante avanço na pesquisa de fontes renováveis de energia.

 

Em evento realizado ontem, o MIT e a empresa italiana Eni inauguraram o Eni- MIT Solar Frontiers Research Center, destinado a pesquisas na área da energia solar, desde novos materiais até a produção de hidrogênio a partir da energia proveniente do sol. O site do MIT explica os objetivos do centro, bem como os avanços alcançados desde o início da parceria, em fevereiro de 2008.

 

A célula solar de papel – com um eficiência de até 2%, mas ainda em fase de pesquisas – promete ser um importante passo no barateamento de paineis solares, grande obstáculo para o setor até o momento. Entretanto, o diretor do centro, Vladimir Bulovic, diz que a tecnologia ainda está a anos de ser comercializada.

 

Frente a isto, um horizonte de aplicações se abre para o desenvolvimento de dispositivos para a transformação de energia solar em energia elétrica. O site CNET conta que camadas deste material podem ser espalhadas sobre diferentes superfícies, a fim de criar novos tipos de painéis solares. O centro ainda pesquisa outras fontes de energia, principalmente na área da nanotecnologia.

 

O investimento inicial por parte da Eni foi de U$ 5 milhões (R$ 8,5 milhões), contando ainda com U$ 2 milhões (R$ 3,4 milhões) provenientes da Fundação Nacional de Ciência. Segundo o MIT , o investimento da empresa italiana deve chegar até U$ 50 milhões até o final do contrato.

 

Por Nátaly Dauer

fonte: Geek via Yahoo! Brasil Notícias


publicado por nanotech | Domingo, 25 Abril , 2010, 17:34

Espaço, que tem 200 m2 e custou R$ 1 milhão, fabricará medicamentos para tratar câncer de pele com aplicação de laser

 

O Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual Aplicado à Saúde, instalado dentro do câmpus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, já está produzindo desde 1.º de março, embora ainda não tenha sido inaugurado oficialmente.

 

Num espaço de 200 metros quadrados, que custou R$ 1 milhão (entre construção e equipamentos), são produzidos medicamentos nanoestruturados (fármacos fotoativos) para o tratamento de câncer de pele com aplicação de laser, além de pele artificial usada para corrigir cicatrizações, queimaduras e perdas da camada em acidentes. E existem outras pesquisas em andamento e uma parceria com a marca francesa Dior está em negociação para produzir cosméticos voltados ao rejuvenescimento.

O coordenador do centro e professor do Departamento de Química, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, Antonio Claudio Tedesco, destaca que os medicamentos nanoestruturados já estão sendo distribuídos para a população de baixa renda em três centros ambulatoriais do País: o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto e as instituições de saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade de Brasília (UnB). Ainda no primeiro semestre serão incluídos dois outros centros: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e um de Campo Grande (MS). A meta é chegar a 12 centros ambulatoriais até o fim deste ano.

Os pesquisadores desenvolvem medicamentos com outros princípios ativos, além dos fotoativos. Com a nanotecnologia, os velhos fármacos, com nova roupagem, atingem alvos específicos, com menos efeitos colaterais aos pacientes. A produção de pele tridimensional em laboratório (artificial) será em larga escala. A distribuição desse material não ocorre pelo Sistema Únicos de Saúde (SUS), mas por convênios de pesquisas entre a USP e centros interessados, com custos bancados por agências de fomento à pesquisa. Porém, a meta é fazer convênio com o Ministério da Saúde para subsidiar a distribuição.

O centro está desenvolvendo, em parceria com a Unifesp, estudos de fármacos nanoestruturados para o tratamento de doenças que atingem o sistema nervoso central, como Alzheimer, Parkinson e glioma (câncer cerebral). "Esses estudos estão na fase animal e os fármacos desenvolvidos são inseridos dentro do cérebro, permeando a barreira neuroencefálica", diz Tedesco.

 

fonte: O Estado de S. Paulo 

 http://www.estadao.com.br/


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