publicado por nanotech | Domingo, 25 Abril , 2010, 17:34

Espaço, que tem 200 m2 e custou R$ 1 milhão, fabricará medicamentos para tratar câncer de pele com aplicação de laser

 

O Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual Aplicado à Saúde, instalado dentro do câmpus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, já está produzindo desde 1.º de março, embora ainda não tenha sido inaugurado oficialmente.

 

Num espaço de 200 metros quadrados, que custou R$ 1 milhão (entre construção e equipamentos), são produzidos medicamentos nanoestruturados (fármacos fotoativos) para o tratamento de câncer de pele com aplicação de laser, além de pele artificial usada para corrigir cicatrizações, queimaduras e perdas da camada em acidentes. E existem outras pesquisas em andamento e uma parceria com a marca francesa Dior está em negociação para produzir cosméticos voltados ao rejuvenescimento.

O coordenador do centro e professor do Departamento de Química, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, Antonio Claudio Tedesco, destaca que os medicamentos nanoestruturados já estão sendo distribuídos para a população de baixa renda em três centros ambulatoriais do País: o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto e as instituições de saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade de Brasília (UnB). Ainda no primeiro semestre serão incluídos dois outros centros: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e um de Campo Grande (MS). A meta é chegar a 12 centros ambulatoriais até o fim deste ano.

Os pesquisadores desenvolvem medicamentos com outros princípios ativos, além dos fotoativos. Com a nanotecnologia, os velhos fármacos, com nova roupagem, atingem alvos específicos, com menos efeitos colaterais aos pacientes. A produção de pele tridimensional em laboratório (artificial) será em larga escala. A distribuição desse material não ocorre pelo Sistema Únicos de Saúde (SUS), mas por convênios de pesquisas entre a USP e centros interessados, com custos bancados por agências de fomento à pesquisa. Porém, a meta é fazer convênio com o Ministério da Saúde para subsidiar a distribuição.

O centro está desenvolvendo, em parceria com a Unifesp, estudos de fármacos nanoestruturados para o tratamento de doenças que atingem o sistema nervoso central, como Alzheimer, Parkinson e glioma (câncer cerebral). "Esses estudos estão na fase animal e os fármacos desenvolvidos são inseridos dentro do cérebro, permeando a barreira neuroencefálica", diz Tedesco.

 

fonte: O Estado de S. Paulo 

 http://www.estadao.com.br/


publicado por nanotech | Terça-feira, 20 Abril , 2010, 17:31

CHICAGO, Estados Unidos (Reuters) - Os Estados Unidos precisam urgente investir mais em nanotecnologia se quiserem se manter na liderança mundial do novo campo científico, afirma um levantamento entregue ao presidente norte-americano, Barack Obama.

 

Entre 2003 e 2008, os investimentos públicos e privados dos EUA em nanotecnologia cresceram 18 por cento por ano contra expansão anual de 27 por cento do mundo, afirma o estudo do grupo de conselheiros de ciência e tecnologia do presidente.

 

A nanotecnologia é a ciência que manipula materiais em uma escala milhares de vezes menor que a espessura de um fio de cabelo. Ela tem sido considerada como maneira para se produzir materiais mais fortes e leves, cosméticos mais eficientes e mesmo alimentos mais saborosos.

 

Os EUA são um líder global no campo. Em 2008, o país investiu 5,7 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de nanotecnologia, mais do que qualquer outro país, segundo relatório elaborado pelo grupo de 21 conselheiros.

 

"Apesar de sermos líderes, a competição econômica de outros países aumento de forma dramática", afirmou Maxine Savitz, que presidiu o grupo de trabalho.

 

 

fonte: Reuters / Yahoo News


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