publicado por nanotech | Segunda-feira, 11 Janeiro , 2010, 14:58

A General Motors (GM) deu hoje mais um passo para o lançamento do automóvel eléctrico Volt, ao anunciar a produção da primeira bateria avançada de iões de lítio numa fábrica norte-americana.


Bateria avançada de iões de lítio
Bateria avançada de iões de lítio

O Chevrolet Volt, que funciona exclusivamente através de energia eléctrica, deverá começar a ser produzido em finais de 2010 e a GM acredita que a sua tecnologia lhe vai valer a liderança mundial no sector.

O presidente da construtora automóvel, Ed Whitacre, afirmou, em comunicado, que “este é um marco importante para a General Motors e um passo crítico na hora de levar o Chevrolet Volt para o mercado”.

A bateria foi produzida na fábrica de montagem de baterias de Brownstown, em que a GM já investiu 43 milhões de dólares (cerca de 30 milhões de euros) para converter aquela unidade na primeira infra-estrutura norte-americana especializada na produção de baterias avançadas para veículos.

As primeiras baterias produzidas em Brownstown vão ser enviadas para o laboratório de Sistemas Globais de Baterias da GM em Warren, onde serão submetidas a testes para validar a equipa e os processos de produção.

Na Primavera, as baterias serão enviadas para a unidade produtiva de Detroit-Hamtramck, onde será fabricado o Volt, um automóvel eléctrico que poderá percorrer 64 quilómetros utilizando apenas a carga das suas baterias.

O automóvel vai contar também com um pequeno motor de combustão para gerar electricidade e evitar a descarga das baterias, podendo ser recarregado através de uma tomada eléctrica doméstica.

 

fonte: Lusa


publicado por nanotech | Sábado, 02 Janeiro , 2010, 23:53

Cientistas de Stanford estão aproveitando a nanotecnologia para produzir baterias e capacitores ultraleves e dobráveis, que poderão um dia substituir as baterias de Lítio atuais.

 

Por Luciana Alves

Um cientista da Universidade de Stanford criou uma bateria e um supercapacitor com um simples pedaço de papel embebido em uma tinta com nanotubos de carbono e nanofios de prata, que poderão um dia substituir as baterias de Lítio atuais.

Cientista transforma um pequeno pedaço de papel em uma bateria ao pinta-lo com a tinta especial que contém nanomateriais.Foto: Stanford

Cientista transforma um pequeno pedaço de papel em uma bateria ao pinta-lo com a tinta especial que contém nanomateriais. Foto: Stanford

“Os nanomateriais são estruturas unidimensionais com diâmetros muito pequenos, o que ajuda a tinta a juntar-se mais fortemente ao papel fibroso, tornando a bateria e o supercapacitor muito duráveis”, disse Cui ao site de notícias de Stanford. “O supercapacitor de papel pode durar até 40.000 ciclos de carga-descarga – pelo menos dez vezes mais que as baterias de lítio.”

Os nanomateriais também poderiam ser condutores ideais porque a energia se move mais eficientemente por eles do que pelos condutores comuns.

Cui já havia criado dispositivos de armazenamento de energia com nanomateriais e plásticos. No entanto, sua nova pesquisa mostrou que uma bateria de papel é mais durável, porque a tinta adere mais fortemente a suas fibras. Além disso, o papel pode ser amassado, dobrado, ou mesmo mergulhado em soluções ácidas ou básicas,que o desempenho permanece o mesmo.

“Nós só não testamos o que acontece quando ele é queimado”, disse Cui.

De acordo com o cientista, um supercapacitor de papel poderia ser especialmente útil para aplicação em carros elétricos ou híbridos, que dependem de uma transferência rápida de energia elétrica.

O impacto da nova tecnologia poderia ser verificado no armazenamento de eletricidade em grande escala nas redes de distribuição. A energia elétrica excedente gerada durante a noite, por exemplo, poderia ser guardada para uso nos períodos de pico de consumo durante o dia. Parques eólicos e sistemas de energia solar também poderiam exigir esse tipo de armazenagem.

“Essa tecnologia tem potencial para ser comercializada em um curto espaço de tempo”, disse Peidong Yang, professor de química na Universidade de Califórnia-Berkeley. “Eu não acho que ficará limitada apenas a dispositivos de armazenamento de energia”, disse ele. “Ela poderia ser tornar um eletrodo flexível e de baixo custo para qualquer aparelho elétrico.”

O trabalho de Cui é relatado no artigo “Highly Conductive Paper for Energy Storage Devices”, publicado online esta semana no Proceedings of the National Academy of Sciences.

Um vídeo sobre a tecnologia pode ser visto em tinyurl.com/yla5m9u.


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