publicado por nanotech | Sábado, 27 Fevereiro , 2010, 03:20

Brasil e Portugal unem esforços de pesquisa na área de nanotecnologia para agropecuária

(2010-02-24)

 

O pró-reitor da Universidade do Minho - Uminho, em Portugal, Vasco Teixeira, e o Prof. Joaquim Carneiro, visitaram  na terça-feira (23) a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, localizada em Brasília, DF, onde conheceram as pesquisas de nanotecnologia desenvolvidas pela Unidade.
 


 

O objetivo é firmar um acordo de cooperação técnica entre as duas instituições para utilizar os conhecimentos desse campo da ciência em prol da agropecuária, com foco no desenvolvimento de nanossensores, embalagens inteligentes e segurança alimentar.


 

A Universidade do Minho, localizada na região do Minho (parte na cidade de Braga e outra parte em Guimarães, conhecida pela forte industrialização), é pública com autonomia administrativa e financeira. Desde 1973, quando foi fundada, a Universidade tem desempenhado um papel significativo como agente de desenvolvimento da região. A Uniminho possui 85% dos seus docentes com grau de doutor e está cada vez mais empenhada na pesquisa e na construção e consolidação do conhecimento no espaço europeu de ensino superior nas mais variadas áreas científicas, incluindo a área de ciência e tecnologia.


 

Segundo o pró-reitor, Vasco Teixeira, a Universidade tem competência técnica e científica para investir na área de nanotecnologia e, por isso, o interesse na parceria com a Embrapa.
 


 

A cooperação técnica entre as duas instituições vai envolver duas unidades da Embrapa: a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos, SP. Por isso, o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Luiz Henrique Mattoso, também esteve presente à visita.

 

Nanotecnologia: potencial gigante para ciência que atua em escalas de um bilionésimo de metro

 

Durante a visita, os representantes da Uminho assistiram a uma apresentação do pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Luciano Paulino, sobre os estudos de nanotecnologia em desenvolvimento na Unidade, que contam com a parceria de várias instituições de pesquisa e ensino brasileiras. As pesquisas são realizadas com o auxílio de aparelhos de última geração denominados espectrômetros de massa. São aparelhos hipersensíveis, com um limite de detecção altíssimo, de uma parte por bilhão, ou seja, se fizermos uma comparação com uma balança na qual fossem colocadas um bilhão de pessoas, o espectrômetro de massa seria capaz de detectar a ausência de apenas uma delas.


 

Segundo Paulino, o “carro chefe” das pesquisas atualmente é a bioprospecção para busca de novas moléculas com atividades biológicas relevantes, como antibacterianas, antifúngicas, entre outras. O conhecimento dessas moléculas em escalas nanométricas, ou seja, de um bilionésimo de metro (cerca de 100 mil vezes mais fina que um fio de cabelo) vai poder beneficiar inúmeros setores da economia. Como exemplos, elas podem ser usadas na produção de medicamentos veterinários (antimicrobianos, antihipertensivos, entre outros) e de materiais nanoestruturados para aplicações diversas, como embalagens de alimentos mais resistentes. “A bioprospecção é uma estratégia experimental importante para todas as áreas porque permite conhecer o funcionamento de moléculas potencialmente importantes”, afirma o pesquisador.


 

Outro estudo ressaltado por Paulino foi a produção de nanofiltros ou membranas seletivas para impedir que a água que chega às plantas por sistemas de irrigação esteja contaminada por fungos, bactérias e outros microrganismos.

 

 

Cooperação inclui também o intercâmbio de cientistas entre os dois países

 

Enfim, a nanotecnologia é uma área nova e com potencial para auxiliar vários setores da economia, incluindo a agropecuária. E é por isso que Brasil e Portugal querem integrar esforços nessa área.
 


 

O pró-reitor da Universidade do Minho se disse impressionado com a excelência do conhecimento da Embrapa na área de nanotecnologia. Segundo ele, a Uminho é tradicionalmente reconhecida pelo valor que dá à ciência, à tecnologia e ao estímulo a métodos inovadores. “Nesse sentido, a parceria com a Embrapa será mais um passo determinante      para incrementar ainda mais o conhecimento científico”, ressalta. É importante lembrar que a cooperação vai incluir também o intercâmbio de cientistas entre os dois países.

 

Fernanda Diniz

Jornalista

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Fones: (61) 3448-4769 e 3340-3672

E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br

 

http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2010/fevereiro/4a-semana/brasil-e-portugal-unem-esforcos-de-pesquisa-na-area-de-nanotecnologia-para-agropecuaria/noticia_view


publicado por nanotech | Sexta-feira, 08 Janeiro , 2010, 01:48

Pode a nanotecnologia produzir algo como um Donut Saudável?

 

Empresas europeias produtoras de alimentos usam já nanotecnologia na fabricação e concepção de novos alimentos, mas muito poucas disponibilizam a informação aos consumidores, diz o cientista alemão especialista em ciência alimentar Frans Kampers.

Frans Kampers está entre os palestrantes reunidos em Chigaco para a Reunião Anual de 2009 da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) que vão discursar sobre o tema “Dos Donuts aos Medicamentos: (R)Evolução da Nanobiotecnologia”.

Kampers, do Centro de Pesquisa da Universidade de Wageningen, nos Países Baixos, irá comentar aspectos interessantes da ciência alimentar: “O que a nanotecnologia pode fazer pelo seu Donut”.

O painel inclui dois estudantes graduados, Jessica Koehne da Universidade da Califórnia e Kristina Kriegel da Universidade de Massachusetts que estão a trabalhar em projectos combinados de nanotecnologia, biologia e química.

“No que diz respeito à alimentação e nutrição, há uma maior resistência do grande público quanto aos nanomateriais e nanotecnologia na aplicação em alimentos do que, por exemplo, na utilização médica. Contudo, a sua aplicação em processos e criação de produtos, sensores para a segurança alimentar e controlo da qualidade dos alimentos e das embalagens, são alguns exemplos que reflecte a ampla gama de utilizações possíveis da nanotecnologia na indústria alimentícia”, diz Kampers.

“O problema que os cientistas que trabalham nesta área enfrentam é que as pessoas não entendem o que se faz em nanotecnologia e alimentos”, diz Kampers. “Todo a gente tem uma visão da nanotecnologia como sendo nanopartículas, ou seja partículas infinitamente pequenas, e que essas partículas infinitamente pequenas possam ser prejudiciais aos alimentos e ter um efeito adverso na saúde.  A grande promessa da nanotecnologia, diz o cientista holandês, é que poderia permitir uma engenharia de ingredientes de forma a que os nutrientes actuem de forma mais eficaz no corpo humano, enquanto que impedem a passagem de outros elementos prejudiciais e menos desejáveis.”

Cientistas europeus de ciência alimentar usam nanotecnologia para criar estruturas especiais nos alimentos que podem “entregar” os nutrientes em locais específicos do corpo e maximizar assim os efeitos benéficos destes nutrientes. “Basicamente, estamos a criar nanoestruturas desenhadas especialmente para integrarem o sistema digestivo e serem expelidas pelo organismo, de modo a que, no final, não restem nenhumas destas nanoestruturas,” diz Kampers.

O cientista afirma também que alguns investigadores mais controversos estudam possíveis aplicações de nanopartículas persistentes nos alimentos e em embalagens que podem apresentar riscos acrescidos. A utilização de nanopartículas de metal, em particular de prata, poderão provocar uma redução significativa no ritmo da deterioração do material da embalagem, e até mutar da embalagem do alimento para o próprio alimento.

 

“Nanopartículas de óxido metálico podem avançar para a corrente sanguínea, e os pesquisadores demonstraram que podem mesmo migrar para as células, ou em alguns casos para os núcleos das células. Estas são aplicações mais controversas sobre a utilização da nanotecnologia nos alimentos, contudo, existem muitas aplicações que merecem estudo sério e que poderão melhorar significativamente a resposta às exigências nutricionais do organismo, mesmo em situações de escassez de alimentos.” diz Kampers

 

Fonte: Science Daily

 


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