publicado por nanotech | Sábado, 06 Fevereiro , 2010, 14:02

O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) beneficia de 17 milhões de euros de fundos comunitários para a aquisição e instalação de equipamento científico. A comparticipação para um investimento global de 24,3 milhões de euros foi ontem, dia 3 fevereiro, acordada, na sede do INL, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, entidade gestora do Programa Operacional da Região Norte (ON.2).

Carlos Laje, presidente da CCDRN, considerou o projecto do INL ‘o mais decisivo de todos os investimentos do ON.2’, enquanto o ministro Mariano Gago destacou ‘o impacto regional e europeu deste financiamento’.
José Rivas, director-geral do INL, apontou o contrato de financiamento para a aquisição de equipamento científico como ‘um marco notável’ para o ‘desenvolvimento da actividade científica da organização com sede em Braga, criada em 2005 por iniciativa conjunta dos governos de Portugal e Espanha.
O financiamento do ON.2 permite o equipamento da chamada ‘sala limpa’ do INL, uma área de 400 m2 onde os cientistas poderão fabricar micro e nano dispositivos e estruturas.

A ‘sala limpa’ será também dotada de equipamento científico destinado ao processamento de biochips e biosensores, um sector que, de acordo com os responsáveis do INL, será de grande impacto científico a nível internacional e, à escala da Península Ibérica, especialmente relevante para o desenvolvimento de dispositivos biomédicos.

O concurso para os equipamentos das sete alas da ‘sala limpa’ está na sua recta final, prevendo-se que os mesmos sejam instalados em Setembro ou Outubro. Ainda durante o corrente mês é lançado um segundo concurso internacional para o equipamento dos laboratórios centrais de microscopia electrónica, caracterização de superfícies, bioquímica, micro-fluídos e encapsulamento.

‘Coração’ do INL com características únicas

 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, afirmou ontem que o INL ‘tem características únicas do ponto de vista das capacidades técnicas e científicas, para fazer a dife- rença relativamente aos outros laboratórios ibéricos e europeus’.
Mariano Gago apontou o facto de a ‘sala limpa’ poder funcionar para vários fins e as suas características de precisão que fazem deste espaço uma das mais valias essenciais do INL.
 

‘Esta sala limpa será um ponto único na Península Ibérica e, para muitas aplicações, à escala internacional’, adiantou o governante.

Contratação de investigadores à espera dos governos

O director adjunto do INL manifestou ontem alguma preocupação pelo atraso na aprovação pelos governos de Portugal e Espanha dos regulamentos de contratação de investigadores.
A direcção do INL começou em Maio as entrevistas a investigadores, mas continua limitada a celebrar contratos, porque os dois governos ainda não assinaram os regulamentos que estabelecerão as condições de contratação por parte da organiza- ção de investigação de estatuto jurídico internacional com sede em Portugal.
‘Temos pessoal para arrancar, mas temos que começar a contratar gente para encher os gabinetes, pessoas que vêm para ficar cá dez anos ou mais”, afirmou Paulo Freitas, à margem da cerimónia de assinatura dos contratos para aquisição do equipamento de base do INL.

Já em Dezembro último, o director adjunto do INL alertou para a necessidade da aprovação da regulamentação necessária à contratação do grosso dos investigadores do INL.
Com a conclusão das obras do Laboratório Ibérico Internacional e a chegada em breve dos equipamentos, Paulo Freitas reconhece que a falta de decisão dos governos pode vir a complicar o arranque em pleno da actividade do INL.
No dia 17, o INL e a Universidade do Minho assinam um protocolo de colaboração que formaliza a permissão de professores e alunos trabalharem no Laboratório. Idêntico acordo será celebrado com outras universidades.

 

fonte: Correio do Minho

 

 


publicado por nanotech | Sábado, 06 Fevereiro , 2010, 13:53

A Universidade do Minho e o Laboratório Internacional de Nanotecnologia (INL), sedeado em Braga, vão celebrar, no próximo dia 17 de Fevereiro, um acordo de cooperação, que fixará o desenvolvimento de projectos de investigação e de intercâmbio de pessoal entre as duas instituições.

 

fontes: Diário do Minho, Público


publicado por nanotech | Quarta-feira, 06 Janeiro , 2010, 01:25

Jornadas do LIP 2010

LABORATÓRIO DE INSTRUMENTAÇÃO E FÍSICA EXPERIMENTAL DE PARTÍCULAS

 


 


Primeira colisão vista em CMS

 

As Jornadas do LIP são organizadas pelo Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) de dois em dois anos, e nelas são apresentados os últimos resultados obtidos nas diferentes actividades do LIP e são discutidos os projectos presentes e futuros. As exposições são feitas principalmente por estudantes e jovens investigadores. Frequentemente, são convidados cientistas exteriores ao LIP para apresentarem palestras.

Em 2010, as Jornadas do LIP são realizadas em Braga, de Quinta-feira, 7 de Janeiro, a Sábado, 9 de Janeiro. As reuniões terão lugar na Universidade do Minho, Complexo Interdisciplinar II, Campus de Gualtar (Braga), e os participantes ficam alojados no Hotel Carandá sendo esperada a sua chegada na Quarta-feira ao fim do dia.

 

First collision seen in ATLAS
First collision seen in ATLAS

 

Organization: S. Andringa and H. Wolters (for the LIP Scientific Council);Local Organization: A. Onofre (LIP), J. Carmelo (U.Minho)

 

 

fonte: http://www.lip.pt/events/2010/jornadas_2010/view/index.php?id=1


publicado por nanotech | Segunda-feira, 04 Janeiro , 2010, 09:33

O Instituto Ibérico de Nanotecnologia de Braga está a investir 24 milhões de euros em dois concursos de aquisição de equipamentos de laboratório, que deverão estar funcionais no segundo semestre de 2010, disse o vice-presidente do INL.

Paulo Freitas adiantou que o primeiro concurso público internacional para fazer compras no valor de 12 milhões de euros, a concluir em Janeiro, destina-se aos equipamentos da chamada sala limpa, uma zona que tem uma atmosfera controlada, na qual se vão fazer os processos de micro e nanofabricação.

«Nestes laboratórios pega-se numa bolacha ou noutros materiais macroscópicos e fabrica-se a mesma bolacha em micro ou nanomateriais», exemplificou.

O segundo concurso público para aquisição de equipamentos, a lançar dentro de dias, cobre os laboratórios centrais de microscopia electrónica, espectroscopia, análise de superfícies e análise estrutural, um laboratório central de bioquímica, e laboratórios de empacotamento de dispositivos.

O investimento é financiado em 70 por cento por fundos europeus do PeoNorte - Programa Operacional da Região Norte, cabendo o restante aos governos de Espanha e de Portugal.

O ano de 2009 viu nascer em Braga um centro de investigação em nanotecnologia ao abrigo de uma parceria ibérica pioneira. O laboratório entra em 2010 em fase de instalação e contratação.

Paulo Freitas sublinhou que aos 24 milhões de euros para equipamento há que somar uma verba para os investigadores, à medida que são contratados, para a criação dos seus próprios laboratórios.

«Na primeira fase, o Governo espanhol investiu mais nos edifícios e o português investe, agora, mais nos equipamentos», afirmou.

O Instituto, que tem 25 funcionários, portugueses e espanhóis, entre cientistas, equipa de gestão e pessoal técnico, pensa contratar mais 40 investigadores em 2010.

«Estamos à espera que os dois governos aprovem as regras de funcionamento para a contratação internacional», disse Paulo Freitas.

O processo, que deve estar pronto dentro de um mês, atrasou-se: «Dado ser uma estrutura internacional, têm de se adaptar os regimes de trabalho e de segurança social às regras dos dois países» e os investigadores principais só podem ser contratados quando o processo estiver concluído.

Paulo Freitas sublinhou que foram já analisadas mais de 200 possibilidades de contratação de cientistas, em especial espanhóis e portugueses, mas também dos Estados Unidos, da Europa e do Japão: «Nas áreas da electrónica e da medicina não há falta de cientistas, mas o mesmo não acontece nas do controle de qualidade alimentar e do ambiente, onde há dificuldades de contratação».

O vice-presidente do instituto garante que 2010 é o ano de arranque da actividade científica e que o financiamento está apalavrado para os próximos quatro anos: «Como a obra está quase terminada, tanto o governo espanhol como o português têm interesse em contribuir para que isto cresça».

Sobre a cooperação com as universidades ibéricas, disse que será dada prioridade aos cientistas dos dois países nas contratações que forem feitas, mas também no acesso ao instituto.

«Estão a ser feitos contactos ao mais alto nível com as reitorias», adiantou, frisando que a cooperação será, naturalmente, mais forte, devido à proximidade geográfica, com as universidades de Vigo, Santiago de Compostela, Porto e Minho.

Com um investimento inicial de 100 milhões de euros, assegurado por Portugal e Espanha, e um investimento anual de 30 milhões de euros, o instituto deverá ter 14 mil metros de área laboratorial, num edifício de cerca de 20 mil metros quadrados, estando prevista a contratação de 200 investigadores de Portugal e Espanha.

 

fonte:

Lusa / SOL


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