publicado por nanotech | Domingo, 16 Maio , 2010, 18:03
  Tecnologia sustentável irá alimentar faróis e painéis em ruas e rodovias
Unesp pesquisa material capaz de gerar eletricidade com fluxo de veículos na via; seu uso está previsto para 2015

 

 

Nos laboratórios da Universidade Estadual Paulista (Unesp) está surgindo um nanomaterial capaz de aproveitar a força mecânica gerada pelo tráfego de veículos em uma via para obter eletricidade. A inovação poderá ter muitas aplicações e seu primeiro uso, previsto para estar disponível até 2015, será a criação de ruas e rodovias autossuficientes em energia, com  semáforos e painéis alimentados pela passagem dos carros e caminhões. Do ponto de vista do processo produtivo, a tecnologia gera energia limpa, renovável e sustentável. O método empregado é nanométrico – nele o pesquisador manipula a arquitetura e as propriedades de átomos e moléculas com o objetivo de produzir materiais novos sob medida, com características especiais, podendo ser físicas, químicas, térmicas, mecânicas, etc. Na pesquisa em questão, o nanomaterial foi desenvolvido a partir da integração de um polímero com nanopartículas cerâmicas de titanato zirconato de chumbo, identificado no meio científico pela sigla PZT. É um compósito flexível, uniforme, capaz de suportar temperaturas de até 360 graus Celsius. Seu diferencial é ser piezoelétrico, ou seja, tem a capacidade de liberar elétrons a partir do peso e compressão dos veículos sobre o asfalto das ruas.
Para gerar energia, o material não precisa ficar na superfície. E para funcionar, basta receber a pressão (peso mais velocidade) do carro ou caminhão que estiver passando sobre ele. Em tese, opera até em temperaturas abaixo de zero e em enchentes, funcionando a partir do peso da água e da correnteza. O estudo é de autoria dos cientistas Walter Sakamoto, do Departamento de Físicae Química da Faculdade de Engenharia (FE) de Ilha Solteira, e de Maria Aparecida Zaghete, do  Departamento de Bioquímica e Tecnologia do Instituto de Química (IQ) de Araraquara.
A dupla explica que a propriedade piezoelétrica do nanomaterial tem origem em sua estrutura. O segredo da pesquisa foi encontrar o tamanho e a disposição ideais para as partículas cristalinas de PZT serem integradas no compósito. Pequeninas e espalhadas, elas influenciam diretamente a qualidade da resposta elétrica a partir da deformação mecânica causada no material pela passagem do carro sobre ele.
Idealizador do projeto, o pesquisador Sakamoto estuda há anos sensores para serem usados para detectar o porcentual de umidade de solo e radiação, entre outras finalidades. Neste projeto específico, conta com o auxílio da professora Maria Aparecida para produzir pó cerâmico capaz de substituir o material importado, de alto custo e mais difícil de se obter distribuição homogênea quando integrado na matriz polimérica para originar o nanomaterial.
A possibilidade de gerar eletricidade a partir do nanomaterial foi comprovada com um experimento. Nele, o pesquisador Sakamoto pressiona o nanomaterial e um LED (diodo emissor de luz) conectado ao sistema acende. De acordo com o professor Sakamoto, não é possível estimar o custo do material, produzido em pequena quantidade para ser usado nos testes laboratoriais. Ele salienta que o próximo passo é encontrar pesquisadores ou empresas interessados em fabricar um capacitor para armazenar a carga elétrica recebida. E prevê que o principal desafio para construir o dispositivo será criar outro nanomaterial, com a propriedade primordial de acumular grande quantidade de energia tendo tamanho reduzido.
De acordo com os pesquisadores, há outros usos possíveis para o material, como em implantes para detectar o crescimento ósseo e vazamentos de Raios X no ambiente. E citam, ainda, o exemplo de um shopping no Japão cujo piso gera eletricidade a partir da passagem dos clientes. Segundo eles, a atual pesquisa é parte de uma corrida mundial da ciência em busca de novas fontes de energia, de preferência limpas. A meta é substituir, de modo sustentável, os atuais combustíveis.

 

 

Autor: Rogério Silveira
Fonte: Diário Oficial

 


publicado por nanotech | Domingo, 25 Abril , 2010, 17:34

Espaço, que tem 200 m2 e custou R$ 1 milhão, fabricará medicamentos para tratar câncer de pele com aplicação de laser

 

O Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual Aplicado à Saúde, instalado dentro do câmpus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, já está produzindo desde 1.º de março, embora ainda não tenha sido inaugurado oficialmente.

 

Num espaço de 200 metros quadrados, que custou R$ 1 milhão (entre construção e equipamentos), são produzidos medicamentos nanoestruturados (fármacos fotoativos) para o tratamento de câncer de pele com aplicação de laser, além de pele artificial usada para corrigir cicatrizações, queimaduras e perdas da camada em acidentes. E existem outras pesquisas em andamento e uma parceria com a marca francesa Dior está em negociação para produzir cosméticos voltados ao rejuvenescimento.

O coordenador do centro e professor do Departamento de Química, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, Antonio Claudio Tedesco, destaca que os medicamentos nanoestruturados já estão sendo distribuídos para a população de baixa renda em três centros ambulatoriais do País: o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto e as instituições de saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade de Brasília (UnB). Ainda no primeiro semestre serão incluídos dois outros centros: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e um de Campo Grande (MS). A meta é chegar a 12 centros ambulatoriais até o fim deste ano.

Os pesquisadores desenvolvem medicamentos com outros princípios ativos, além dos fotoativos. Com a nanotecnologia, os velhos fármacos, com nova roupagem, atingem alvos específicos, com menos efeitos colaterais aos pacientes. A produção de pele tridimensional em laboratório (artificial) será em larga escala. A distribuição desse material não ocorre pelo Sistema Únicos de Saúde (SUS), mas por convênios de pesquisas entre a USP e centros interessados, com custos bancados por agências de fomento à pesquisa. Porém, a meta é fazer convênio com o Ministério da Saúde para subsidiar a distribuição.

O centro está desenvolvendo, em parceria com a Unifesp, estudos de fármacos nanoestruturados para o tratamento de doenças que atingem o sistema nervoso central, como Alzheimer, Parkinson e glioma (câncer cerebral). "Esses estudos estão na fase animal e os fármacos desenvolvidos são inseridos dentro do cérebro, permeando a barreira neuroencefálica", diz Tedesco.

 

fonte: O Estado de S. Paulo 

 http://www.estadao.com.br/


publicado por nanotech | Sábado, 20 Março , 2010, 09:33

Embrapa e Universidade do Minho vão desenvolver cooperação técnica no setor de agropecuária

 

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Foto: treehugger

Foto: treehugger

Representantes da Universidade do Minho visitaram a sede da Embrapa em Brasília,  para tratar de um possível acordo de cooperação técnica entre as duas instituições para utilizar os conhecimentos desse campo da ciência em prol da agropecuária, com foco no desenvolvimento de nanossensores, embalagens inteligentes e segurança alimentar.

A cooperação técnica entre as duas instituições vai envolver duas unidades da Embrapa: a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos, SP. Por isso, o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Luiz Henrique Mattoso, também esteve presente à visita.

A nanotecnologia atua em escalas de um bilionésimo de metro e possibilita inúmeros avanços científicos. As pesquisas estão concentradas principalmente na bioprospecção para busca de novas moléculas com atividades biológicas relevantes, como antibacterianas, antifúngicas, entre outras. O conhecimento dessas moléculas em escalas nanométricas, ou seja, de um bilionésimo de metro (cerca de 100 mil vezes mais fina que um fio de cabelo) vai poder beneficiar diversos setores da economia.

Outro estudo em destaque é a produção de nanofiltros ou membranas seletivas para impedir que a água que chega às plantas por sistemas de irrigação esteja contaminada por fungos, bactérias e outros microrganismos. A Cooperação inclui também o intercâmbio de cientistas entre os dois países e será um passo importante para aprofundar ainda mais o conhecimento científico.

 

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/brasil-e-portugal-investem-em-pesquisas-com-nanotecnologia/


publicado por nanotech | Terça-feira, 02 Março , 2010, 15:00
http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2009/05/vls_1.jpg
Missão portuguesa para projetos aeroespaciais chega hoje (18.02.10) ao Brasil
Equipe levará a Brasília projeto para criação da Agência Espacial Luso-Brasileira (AELB)
Nos descobrimentos espaciais, Brasil e Portugal serão parceiros. Pelo menos isso é o que propõem pesquisadores da Universidade do Minho, que aterrisam nesta sexta-feira (19), no Brasil para apresentar ao governo Lula e também à entidades de pesquisa, uma proposta de intenções.
Antes de seguir para o Planalto Central, os físicos Joaquim Carneiro e Vasco Teixeira, virão à São Carlos a convite do coordenador do Instituto de Estudos Avançados da USP, Sérgio Mascarenhas, também integrante da comitiva que visa desenvolver tecnologias espaciais entre os dois países. Na cidade, os pesquisadores irão visitar e tratar de detalhes do projeto com representantes do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP e da Embrapa.

A chegada a Brasília está prevista para o dia 23 de fevereiro, onde encontrarão o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionaisdo Ministério de Ciência e Tecnologia , José Monserrat Filho e representantes do Ministério da Educação. O objetivo é estabelecer protocolos de colaboração e intercâmbio entre instituições e pesquisadores da Universidade do Minho, USP São Carlos, Embrapa e Ministério da Defesa na área de pesquisa de nanomateriais para energia renovável e revestimentos de componentes aeronáuticos e aeroespaciais.

Na sequência, os pesquisadores portugueses irão para São José dos Campos, onde irão se encontrar com o Coronel Sala Minucci, do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa.


Comentários (Blog Panorama Espacial): Brasil e Portugal mantém acordos de cooperação no setor aeronáutico que incluem, inclusive, investimentos em empresas no setor. A Embraer é acionista da Indústria Aeronáutica de Portugal S.A. (OGMA), especializada em manutenção de aeronaves, e também atualmente constrói unidades industriais no país europeu. Especula-se que Portugal também poderia se envolver no desenvolvimento do cargueiro militar KC-390, da Embraer e Força Aérea Brasileira.
 
 

fonte: http://espacointeressenacional.blogspot.com/2010/02/cooperacao-brasil-portugal.html


publicado por nanotech | Terça-feira, 02 Março , 2010, 14:51

Investigadores da UM propõe criação da Agência Espacial Luso-Brasileira

2010-03-01

 


Sérgio Mascarenhas, cientista brasileiro
Sérgio Mascarenhas, cientista brasileiro
Um sonho aparentemente megalómano pode tornar-se exequível, segundo dois físicos da Universidade do Minho (UM): a criação da Agência Espacial Luso-Brasileira. "O Brasil é um verdadeiro tecnólogo no domínio aeroespacial e Portugal, por seu turno, é membro da Agência Espacial Europeia, mas não tem conseguido liderar projectos. Uma articulação entre os dois países poderá potenciar ambas as valências", disse o director da Agência de Energia da UM, Joaquim Carneiro.

Juntamente com seu colega e pró-reitor Vasco Teixeira, Carneiro passou toda esta semana a fazer contactos no Brasil com prestigiadas instituições de ensino e empresas. Os dois físicos visitaram o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), a Opto Aeroespacial, Embrapa, Centro Tecnológico Aeronáutico (CTA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto de Estudos Avançados (IEAv).

Em Brasília, foram recebidos pelo chefe da assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério de Ciência e Tecnologia, José Monserrat Filho, e representantes do Ministério da Educação, a quem apresentaram a sua proposta da Agência Espacial Luso-Brasileira.

Segundo os físicos, este projecto, que ainda não tem custo avaliado, já conta com o apoio do Governo português. "A origem desta proposta é apenas um caso particular de um desafio mais global de criar um programa luso-brasileiro na área de ciência, tecnologia e inovação multidisciplinar", explicou Vasco Teixeira.

Proposta pode ser um desafio global para a ciência
Proposta pode ser um desafio global para a ciência
Abrir fronteiras


Segundo a avaliação do director do Programa Internacional de Estudos e Projectos para a América Latina e coordenador do Instituto de Estudos Avançados da USP, Sérgio Mascarenhas, a iniciativa dos físicos portugueses poderá "abrir fronteiras".

"Ao nível académico, há muita abertura para que se concretize este projecto estratégico para os dois países. Seria a volta das caravelas com a união Brasil-Portugal em tecnologia"
, salientou o professor brasileiro.

Joaquim Carneiro e Vasco Teixeira regressam a Portugal neste domingo e, na bagagem, levam a esperança de que tenha sido lançada a primeira pedra para inaugurar uma nova etapa nas relações luso-brasileiras. Certeza têm de que, "se houver vontade política, deixará de ser apenas um sonho", resumiu Joaquim Carneiro.

fonte: CiênciaHoje.pt


publicado por nanotech | Terça-feira, 02 Março , 2010, 14:49

Um sonho aparentemente megalómano pode tornar-se exequível, segundo dois físicos da Universidade do Minho: a criação da Agência Espacial Luso-Brasileira.

 

 

'O Brasil é um verdadeiro tecnólogo no domínio aeroespacial e Portugal, por seu turno, é membro da Agência Espacial Europeia, mas não tem conseguido liderar projetos. Uma articulação entre os dois países poderá potenciar ambas as valências', disse à Lusa o diretor da Agência de Energia da Universidade do Minho, Joaquim Carneiro.

Juntamente com seu colega e pró-reitor Vasco Teixeira, Carneiro passou toda esta semana a fazer contactos no Brasil com prestigiadas instituições de ensino e empresas.

Os dois físicos visitaram o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), a Opto Aeroespacial, Embrapa, Centro Tecnológico Aeronáutico (CTA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto de Estudos Avançados (IEAv).

Em Brasília, foram recebidos pelo chefe da assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério de Ciência e Tecnologia, José Monserrat Filho, e representantes do Ministério da Educação, a quem apresentaram a sua proposta da Agência Espacial Luso-Brasileira.
Segundo os físicos, este projeto, que ainda não tem custo avaliado, já conta com o ap

 io

A origem desta proposta é apenas um caso particular de um desafio mais global de criar um programa luso-brasileiro na área de ciência, tecnologia e inovação multidisciplinar', explicou Vasco Teixeira à Lusa.

Na avaliação do diretor do Programa Internacional de Estudos e Projetos para a América Latina e coordenador do Instituto de Estudos Avançados da USP, Sérgio Mascarenhas, a iniciativa dos físicos portugueses poderá 'abrir fronteiras'.

'Ao nível académico, há muita abertura para que se concretize este projeto estratégico para os dois países. Seria a volta das caravelas com a união Brasil-Portugal em tecnologia', salientou o professor brasileiro.

Joaquim Carneiro e Vasco Teixeira regressam a Portugal neste domingo e, na bagagem, levam a esperança de que tenha sido lançada a primeira pedra para inaugurar uma nova etapa nas relações luso-brasileiras.

Certeza têm de que, 'se houver vontade política, o projeto deixará de ser apenas um sonho', resumiu Joaquim Carneiro.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 

fonte: Correio do Minho, 28.02.2010


publicado por nanotech | Sábado, 27 Fevereiro , 2010, 03:20

Brasil e Portugal unem esforços de pesquisa na área de nanotecnologia para agropecuária

(2010-02-24)

 

O pró-reitor da Universidade do Minho - Uminho, em Portugal, Vasco Teixeira, e o Prof. Joaquim Carneiro, visitaram  na terça-feira (23) a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, localizada em Brasília, DF, onde conheceram as pesquisas de nanotecnologia desenvolvidas pela Unidade.
 


 

O objetivo é firmar um acordo de cooperação técnica entre as duas instituições para utilizar os conhecimentos desse campo da ciência em prol da agropecuária, com foco no desenvolvimento de nanossensores, embalagens inteligentes e segurança alimentar.


 

A Universidade do Minho, localizada na região do Minho (parte na cidade de Braga e outra parte em Guimarães, conhecida pela forte industrialização), é pública com autonomia administrativa e financeira. Desde 1973, quando foi fundada, a Universidade tem desempenhado um papel significativo como agente de desenvolvimento da região. A Uniminho possui 85% dos seus docentes com grau de doutor e está cada vez mais empenhada na pesquisa e na construção e consolidação do conhecimento no espaço europeu de ensino superior nas mais variadas áreas científicas, incluindo a área de ciência e tecnologia.


 

Segundo o pró-reitor, Vasco Teixeira, a Universidade tem competência técnica e científica para investir na área de nanotecnologia e, por isso, o interesse na parceria com a Embrapa.
 


 

A cooperação técnica entre as duas instituições vai envolver duas unidades da Embrapa: a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos, SP. Por isso, o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Luiz Henrique Mattoso, também esteve presente à visita.

 

Nanotecnologia: potencial gigante para ciência que atua em escalas de um bilionésimo de metro

 

Durante a visita, os representantes da Uminho assistiram a uma apresentação do pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Luciano Paulino, sobre os estudos de nanotecnologia em desenvolvimento na Unidade, que contam com a parceria de várias instituições de pesquisa e ensino brasileiras. As pesquisas são realizadas com o auxílio de aparelhos de última geração denominados espectrômetros de massa. São aparelhos hipersensíveis, com um limite de detecção altíssimo, de uma parte por bilhão, ou seja, se fizermos uma comparação com uma balança na qual fossem colocadas um bilhão de pessoas, o espectrômetro de massa seria capaz de detectar a ausência de apenas uma delas.


 

Segundo Paulino, o “carro chefe” das pesquisas atualmente é a bioprospecção para busca de novas moléculas com atividades biológicas relevantes, como antibacterianas, antifúngicas, entre outras. O conhecimento dessas moléculas em escalas nanométricas, ou seja, de um bilionésimo de metro (cerca de 100 mil vezes mais fina que um fio de cabelo) vai poder beneficiar inúmeros setores da economia. Como exemplos, elas podem ser usadas na produção de medicamentos veterinários (antimicrobianos, antihipertensivos, entre outros) e de materiais nanoestruturados para aplicações diversas, como embalagens de alimentos mais resistentes. “A bioprospecção é uma estratégia experimental importante para todas as áreas porque permite conhecer o funcionamento de moléculas potencialmente importantes”, afirma o pesquisador.


 

Outro estudo ressaltado por Paulino foi a produção de nanofiltros ou membranas seletivas para impedir que a água que chega às plantas por sistemas de irrigação esteja contaminada por fungos, bactérias e outros microrganismos.

 

 

Cooperação inclui também o intercâmbio de cientistas entre os dois países

 

Enfim, a nanotecnologia é uma área nova e com potencial para auxiliar vários setores da economia, incluindo a agropecuária. E é por isso que Brasil e Portugal querem integrar esforços nessa área.
 


 

O pró-reitor da Universidade do Minho se disse impressionado com a excelência do conhecimento da Embrapa na área de nanotecnologia. Segundo ele, a Uminho é tradicionalmente reconhecida pelo valor que dá à ciência, à tecnologia e ao estímulo a métodos inovadores. “Nesse sentido, a parceria com a Embrapa será mais um passo determinante      para incrementar ainda mais o conhecimento científico”, ressalta. É importante lembrar que a cooperação vai incluir também o intercâmbio de cientistas entre os dois países.

 

Fernanda Diniz

Jornalista

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Fones: (61) 3448-4769 e 3340-3672

E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br

 

http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2010/fevereiro/4a-semana/brasil-e-portugal-unem-esforcos-de-pesquisa-na-area-de-nanotecnologia-para-agropecuaria/noticia_view


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