publicado por nanotech | Segunda-feira, 04 Janeiro , 2010, 19:36

 
 
É um projecto inovador a nível mundial que envolve nanotecnologia, integração arquitectónica e eco-design na produção de electricidade. São telhas que vão permitir ter habitações auto-sustentáveis do ponto de vista energético. O projecto envolve um consórcio de nove entidades, entre empresas e as universidades do Minho e Nova de Lisboa.

E se as telhas colocadas no telhado de casa tivessem uma outra função: a de produzir energia? É uma realidade que está para breve. As universidades do Minho e Nova de Lisboa estão a desenvolver um projecto de construção de telhas com capacidade para produzir energia fotovoltaica.

Uma inovação que permitirá ter habitações auto-sustentáveis. “Numa casa média, é possível gerar energia na ordem das 60 a 70%. São contributos de dois tipos: permite a poupança de energia e é energia que vende. Cada casa poderá ter um mini-produtor de 2kw até 12kw”, explica Rodrigo Martins, coordenador da equipa de investigação da Universidade Nova de Lisboa.

Devido à tecnologia altamente sofisticada utilizada, desenvolvida à escala laboratorial, o novo produto poderá sair mais caro ao consumidor. Rodrigo Martins acredita que o “investimento pode ser maior, mas é rentabilizado para toda a vida”, acrescentando: “No mínimo de 10 ou 15 anos vai duplicar o investimento”.

As telhas permitem captar energia solar, armazená-la e transformá-la em energia eléctrica, tudo através de um filme que é depositado nos revestimentos cerâmicos. Cabe à equipa do Centro de Física da Universidade do Minho, coordenada por Vasco Teixeira, o desenvolvimento de camadas cerâmicas e filmes finos funcionais para aplicações de energia solar fotovoltaica.

Estes produtos cerâmicos multifuncionais pretendem, além de dar um contributo para um planeta mais sustentável, ter uma função estética, contribuindo para um novo tipo de arquitectura de edifícios, que inclua o eco-design.

“Vamos ter dois conceitos. Uma célula que seja padronizada, em que vamos utilizar parte do azulejo trabalhável, colocando elementos como uma casa ou uma flor. E outro com células semi-transparentes, em que o padrão do azulejo se consegue ver por baixo, adianta o investigador do Centro de Investigação em Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Os protótipos serão testados no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação. As primeiras telhas fotovoltaicas estarão no mercado em 2011.

O Projecto Solar Tiles – Desenvolvimento de Sistemas Solares Fotovoltaicos em Coberturas e Revestimentos Cerâmicos é inovador a nível mundial, porque envolve nanotecnologia, integração arquitectónica e eco-design na produção de electricidade. Até aqui, explica Rodrigo Martins, “o conceito de telha solar, que existe nos EUA, Europa e Japão, consiste num pedaço fotovoltaico com uma estrutura alterada, colocada nos telhados”.

O projecto está a ser desenvolvido por um consórcio de nove entidades nacionais – Revigrés, Dominó, Coelho da Silva, De Viris, Natura e Ambiente, Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, INETI, ADENE – Agência para a Energia, universidades do Minho e Nova de Lisboa. O projecto representa um investimento de 1,7 milhões de euros.
 


 
autor: Ana Oliveira

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