publicado por nanotech | Sexta-feira, 14 Maio , 2010, 17:42

Equipe vencedora de competição promovida pelo MIT desenvolveu utilizou nanotecnologia para desenvolver um cimento que reduz as emissões de CO2.

 

Nesta quinta-feira, o MIT (Massachusetts Institute of Technology) anunciou a equipe vencedora do concurso MIT $100K Entrepreneurship Competition, a C-Crete Technologies, desenvolvedora de um cimento, por meio da nanotecnologia, que reduz consideravelmente as emissões de CO2.

 

Os finalistas da vigésima edição do concurso anual do MIT tinham projetos como chiclete de insulina e alarme silencioso para garantir a qualidade do sono. Entretanto, a vencedora foi a C-Crete, passando por mais de 200 equipes.

 

O cimento desenvolvido pela equipe utiliza o CO2 em sua composição, tornando-o ainda mais forte do que os cimentos comuns. Por muitos anos o mundo procura por uma solução simples e prática para reduzir os níveis de carbono e limitar seu impacto no meio ambiente, conta Natanel Barookhian, um dos fundadores da C-Crete, o que nós fizemos, foi desenvolver um método de abordar este tema, tendo como alvo a produção de cimento, um dos produtos mais utizados no mundo, melhorando ainda suas propriedades.

 

As equipes competiram em categorias como Produtos e Serviços, Web e TI, Energia, Desenvolvimento, Aparelhos Móveis e Ciências da Vida, conta o site CNET . A premiação para o vencedor de cada categoria foi de U$ 20 mil (R$ 35 mil). Assim, a equipe C-Crete, que venceu em Energia e no geral, recebeu um prêmio de U$ 120 mil, quase R$ 213 mil, para investir no projeto.

 

No site do concurdo do MIT estão listadas as equipes vencedoras de cada categoria, além de uma breve descrição de cada projeto.

 

Por Nátaly Dauer

Geek via Yahoo! Brasil Notícias 


publicado por nanotech | Segunda-feira, 04 Janeiro , 2010, 19:40

O Prémio Fernando Bragança Gil é atribuído bianualmente pela Sociedade Portuguesa de Física à melhor tese de doutoramento em física, defendida numa universidade portuguesa. Na sua primeira edição, o prémio de 2010 foi atribuído ao Doutor Eduardo Castro, pela sua tese intitulada "Correlations and disorder in electronic systems: from manganites to graphene", defendida em 2008, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. A tese foi orientada pelos professores Doutor João Lopes dos Santos e Doutor Nuno Peres.

Eduardo Castro licenciou-se em Física na Universidade do Porto, durante o ano de 2001, com a classificação final de 17 valores. Tendo sido, nesse ano, o aluno da Faculdade de Ciências dessa Universidade a terminar a licenciatura com a mais alta classificação, foi-lhe atribuído o prémio de mérito Eng. António de Almeida, pela Fundação com o mesmo nome. Actualmente, Eduardo Castro é investigador de pós-doutoramento no Instituto de Ciências de Materiais de Madrid.

Física - Prémio Fernando Bragança Gil

 

O trabalho de doutoramento de Eduardo Castro, agora distinguido, permitiu elucidar muitos aspectos da física fundamental do grafeno. Esta investigação está publicada em quatro artigos na revista Physical Review Letters, uma das mais prestigiadas revistas de Física.

O sólido que dá pelo nome de grafeno foi descoberto apenas em 2004, pelo físico André K. Geim, professor na Universidade de Manchester, no Reino Unido. O grafeno é a folha mais fina que jamais será possível fabricar, dado que a sua espessura é de apenas um átomo. Um dos aspectos mais extraordinários no contacto com este material é que, tendo apenas um átomo de espessura, pode, contudo, ser visto a olho nu, pois é hoje possível produzir folhas de grafeno com a dimensão de um milímetro quadrado, tal como se pode ver na imagem anexa,  na qual o grafeno está depositado em cima de um vidro. A imagem foi ampliada com ajuda de um simples microscópico óptico, semelhante ao usado no estudo de células em tecidos biológicos.

O grafeno é composto exclusivamente de átomos de carbono (tal como o é o diamante) com os átomos organizando-se numa rede da mesma geometria (hexagonal) das usadas nas vedações de galinheiros. Neste sistema os electrões comportam-se como se não tivessem massa e movimentam-se com uma velocidade 300 vezes menor que a velocidade da luz no vazio.

As potenciais aplicações do grafeno abrangem áreas tão vastas como a nano-electrónica, sistemas de radio-frequência (cuja compreensão teórica decorreu directamente dos trabalhos de doutoramento de Eduardo Castro), detecção de moléculas individuais (com impacto em sensores moleculares ultra-sensíveis e aplicações à bio-tecnologia), eléctrodos transparentes (em LCD's e células solares), e sensores de tensão de dimensão nanoscópica, entre outras. Por tudo isto, o grafeno é um dos mais promissores materiais em nano-tecnologia.

Para saber mais: ver artigo da Gazeta de Física sobre o grafeno.

 

fonte: http://aeiou.expresso.pt/premio-fernando-braganca-gil=f553837


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