publicado por nanotech | Sábado, 20 Março , 2010, 09:33

Embrapa e Universidade do Minho vão desenvolver cooperação técnica no setor de agropecuária

 

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Foto: treehugger

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Representantes da Universidade do Minho visitaram a sede da Embrapa em Brasília,  para tratar de um possível acordo de cooperação técnica entre as duas instituições para utilizar os conhecimentos desse campo da ciência em prol da agropecuária, com foco no desenvolvimento de nanossensores, embalagens inteligentes e segurança alimentar.

A cooperação técnica entre as duas instituições vai envolver duas unidades da Embrapa: a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos, SP. Por isso, o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Luiz Henrique Mattoso, também esteve presente à visita.

A nanotecnologia atua em escalas de um bilionésimo de metro e possibilita inúmeros avanços científicos. As pesquisas estão concentradas principalmente na bioprospecção para busca de novas moléculas com atividades biológicas relevantes, como antibacterianas, antifúngicas, entre outras. O conhecimento dessas moléculas em escalas nanométricas, ou seja, de um bilionésimo de metro (cerca de 100 mil vezes mais fina que um fio de cabelo) vai poder beneficiar diversos setores da economia.

Outro estudo em destaque é a produção de nanofiltros ou membranas seletivas para impedir que a água que chega às plantas por sistemas de irrigação esteja contaminada por fungos, bactérias e outros microrganismos. A Cooperação inclui também o intercâmbio de cientistas entre os dois países e será um passo importante para aprofundar ainda mais o conhecimento científico.

 

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/brasil-e-portugal-investem-em-pesquisas-com-nanotecnologia/


publicado por nanotech | Sábado, 27 Fevereiro , 2010, 03:20

Brasil e Portugal unem esforços de pesquisa na área de nanotecnologia para agropecuária

(2010-02-24)

 

O pró-reitor da Universidade do Minho - Uminho, em Portugal, Vasco Teixeira, e o Prof. Joaquim Carneiro, visitaram  na terça-feira (23) a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, localizada em Brasília, DF, onde conheceram as pesquisas de nanotecnologia desenvolvidas pela Unidade.
 


 

O objetivo é firmar um acordo de cooperação técnica entre as duas instituições para utilizar os conhecimentos desse campo da ciência em prol da agropecuária, com foco no desenvolvimento de nanossensores, embalagens inteligentes e segurança alimentar.


 

A Universidade do Minho, localizada na região do Minho (parte na cidade de Braga e outra parte em Guimarães, conhecida pela forte industrialização), é pública com autonomia administrativa e financeira. Desde 1973, quando foi fundada, a Universidade tem desempenhado um papel significativo como agente de desenvolvimento da região. A Uniminho possui 85% dos seus docentes com grau de doutor e está cada vez mais empenhada na pesquisa e na construção e consolidação do conhecimento no espaço europeu de ensino superior nas mais variadas áreas científicas, incluindo a área de ciência e tecnologia.


 

Segundo o pró-reitor, Vasco Teixeira, a Universidade tem competência técnica e científica para investir na área de nanotecnologia e, por isso, o interesse na parceria com a Embrapa.
 


 

A cooperação técnica entre as duas instituições vai envolver duas unidades da Embrapa: a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos, SP. Por isso, o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Luiz Henrique Mattoso, também esteve presente à visita.

 

Nanotecnologia: potencial gigante para ciência que atua em escalas de um bilionésimo de metro

 

Durante a visita, os representantes da Uminho assistiram a uma apresentação do pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Luciano Paulino, sobre os estudos de nanotecnologia em desenvolvimento na Unidade, que contam com a parceria de várias instituições de pesquisa e ensino brasileiras. As pesquisas são realizadas com o auxílio de aparelhos de última geração denominados espectrômetros de massa. São aparelhos hipersensíveis, com um limite de detecção altíssimo, de uma parte por bilhão, ou seja, se fizermos uma comparação com uma balança na qual fossem colocadas um bilhão de pessoas, o espectrômetro de massa seria capaz de detectar a ausência de apenas uma delas.


 

Segundo Paulino, o “carro chefe” das pesquisas atualmente é a bioprospecção para busca de novas moléculas com atividades biológicas relevantes, como antibacterianas, antifúngicas, entre outras. O conhecimento dessas moléculas em escalas nanométricas, ou seja, de um bilionésimo de metro (cerca de 100 mil vezes mais fina que um fio de cabelo) vai poder beneficiar inúmeros setores da economia. Como exemplos, elas podem ser usadas na produção de medicamentos veterinários (antimicrobianos, antihipertensivos, entre outros) e de materiais nanoestruturados para aplicações diversas, como embalagens de alimentos mais resistentes. “A bioprospecção é uma estratégia experimental importante para todas as áreas porque permite conhecer o funcionamento de moléculas potencialmente importantes”, afirma o pesquisador.


 

Outro estudo ressaltado por Paulino foi a produção de nanofiltros ou membranas seletivas para impedir que a água que chega às plantas por sistemas de irrigação esteja contaminada por fungos, bactérias e outros microrganismos.

 

 

Cooperação inclui também o intercâmbio de cientistas entre os dois países

 

Enfim, a nanotecnologia é uma área nova e com potencial para auxiliar vários setores da economia, incluindo a agropecuária. E é por isso que Brasil e Portugal querem integrar esforços nessa área.
 


 

O pró-reitor da Universidade do Minho se disse impressionado com a excelência do conhecimento da Embrapa na área de nanotecnologia. Segundo ele, a Uminho é tradicionalmente reconhecida pelo valor que dá à ciência, à tecnologia e ao estímulo a métodos inovadores. “Nesse sentido, a parceria com a Embrapa será mais um passo determinante      para incrementar ainda mais o conhecimento científico”, ressalta. É importante lembrar que a cooperação vai incluir também o intercâmbio de cientistas entre os dois países.

 

Fernanda Diniz

Jornalista

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Fones: (61) 3448-4769 e 3340-3672

E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br

 

http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2010/fevereiro/4a-semana/brasil-e-portugal-unem-esforcos-de-pesquisa-na-area-de-nanotecnologia-para-agropecuaria/noticia_view


publicado por nanotech | Segunda-feira, 11 Janeiro , 2010, 22:27

De tempos em tempos ouvimos falar que a ciência avançou de tal forma que o homem passou a fazer coisas antes impensáveis. Foi assim com a criação da máquina a vapor, do microscópio, da penicilina, do automóvel, do avião e de tantos outros inventos que revolucionaram a existência humana.

Vivemos agora, segundo avalia parte do mundo científico, um novo momento de ruptura, chamado até de a “quinta revolução industrial”. Com isso, percebemos que a ficção científica está cada vez mais próxima da realidade. Você já imaginou, por exemplo, um plástico mais resistente que o aço? E um carro com o motor totalmente silencioso e não poluente? Essas são apenas algumas promessas das realizações da nanobiotecnologia. Um ramo da ciência na qual a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia vem investindo no desenvolvimento de pesquisas em seus laboratórios.

A equipe de estudantes, analistas e pesquisadores composta por Luciano Paulino e Marcelo Porto Benquerer, junto ao Laboratório de Espectrometria de Massa liderado pelo pesquisador Carlos Bloch Jr., formalmente implementada há mais de dois anos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em Brasília, desvendam os mistérios da nanobiotecnologia, mergulhando num mundo fascinante que estuda objetos e partículas do tamanho de 1 bilionésimo de metro. É difícil imaginar, então pense em uma coisa 100 mil vezes mais fina que um fio de cabelo. 

Nanobiotecnologia nos laboratórios da Embrapa

A equipe já trabalha com o desenvolvimento da ciência voltada à química e bioquímica de proteínas e peptídeos, toxinas, venenos e nanobiotecnologia. O grupo também tem se dedicado entre
outras questões, ao esclarecimento das características em escala micrométrica e nanométrica de células e fibras, ao desenvolvimento de nanodispositivos com pelo menos um de seus componentes sendo estruturas biológicas, à investigação da forma e tamanho de hemácias e à avaliação das propriedades de fibras de teias de aranhas da biodiversidade. Além do desenvolvimento de sistemas de liberação controlada de antibióticos e fármacos, os pesquisadores estudam e trabalham no desenvolvimento de biossensores.

A bioprospecção também tem seu papel importante, principalmente na busca de moléculas com atividades biológicas relevantes, pois através dessa abordagem experimental a variedade das moléculas ativas provenientes de organismos da biodiversidade começa a ser conhecida e um caminho longo é percorrido até a produção de fármacos (antimicrobianos, antihipertensivos, entre outros) e materiais nanoestruturados para aplicações diversas, como embalagens de alimentos mais resistentes. “Podemos dizer que a bioprospecção é uma estratégia experimental importante para todas as áreas, permitindo que se inicie o conhecimento das moléculas potencialmente importantes”, afirma o pesquisador Marcelo Benquerer.

A principal vertente da pesquisa de nanobiotecnologia inclui a criação de materiais nanoestruturados que contêm moléculas ativas, especialmente peptídeos antimicrobianos e compostos com outras atividades, como moléculas antioxidantes e anticongelantes. 

Pesquisas desenvolvidas: Impactos e perspectivas para o futuro.

Apesar dos desafios e das dificuldades em manipular e controlar objetos tão diminutos, cientistas têm conseguido realizações impressionantes nessa área, motivando uma ampla expectativa com relação ao futuro.

As pesquisas realizadas sobre nanobiotecnologia tanto na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia quanto em outros institutos no país, não têm somente o objetivo de buscar soluções para tornar o agronegócio mais eficiente e menos nocivo à natureza, pois segundo os pesquisadores essa é apenas uma das várias aplicações possíveis.

As diversas pesquisas realizadas e desenvolvidas na área da nanociência ajudaram a encontrar respostas aos desafios e a outras diversas perguntas do mundo científico referentes, por exemplo, à manutenção da viabilidade dos sêmens e embriões congelados, na qualidade dos alimentos congelados e de suas propriedades nutritivas, em implantes, entre outras. “A aplicação inicial vislumbrada é na agricultura, mas os produtos gerados poderão ter impactos em outras áreas, como a área médica ou farmacêutica”, reforçou o pesquisador Marcelo.

Os novos avanços significativos têm mudado não apenas a forma de produzir, mas também a forma de pensar e de buscar alternativas frente aos desafios da sociedade moderna. O Brasil já realiza pesquisas de ponta em nanociência e o governo federal elegeu essa área como prioritária para o desenvolvimento tecnológico do nosso país. Para o pesquisador Luciano Paulino, “a nanotecnologia tem despontado não como a solução para os problemas atuais, mas sim como uma alternativa tecnológica racional às crescentes demandas por alimentos, energia, medicamentos, entre outros e deve ser sobretudo uma tecnologia limpa e sustentável”.

A nanobiotecnologia já tem levado à produção de novos materiais e, como é bastante recente, os riscos para a saúde humana e ambiente ainda não estão suficientemente avaliados. A argumentação de uma parte do mundo científico é de que os materiais nanoestruturados poderiam difundir-se descontroladamente no ambiente devido às suas dimensões muito reduzidas.  Mas “somente pesquisas rigorosas e os dados experimentais gerados podem lançar luzes sobre os riscos e impactos. E como os benefícios que serão trazidos pela nanotecnologia não serão desprezados, restará a investigação criteriosa dos riscos”, ressaltou Marcelo Benquerer.

Concretizar todo o potencial da biotecnologia não será tarefa fácil. Os pesquisadores precisarão dos conhecimentos de diversas áreas envolvidas, cruzar barreiras, utilizar as habilidades e as linguagens das várias ciências que necessitam para fazer os sistemas vivos e os artificiais trabalharem lado a lado e “formular racionalmente perguntas e levantar hipóteses que sejam testáveis por meio das ferramentas de experimentação científica e, dessa forma, contribuir para a nanociência”, finaliza Luciano.

 

 
Fernanda Diniz(4685/89/DF)
Rafael Tavares (estagiário)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Contatos: (61) 3448-4769 e 3448-4770
fernanda@cenargen.embrapa.br
tavares@cenargen.embrapa.br
 

fonte: http://www.embrapa.br/


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