publicado por nanotech | Domingo, 03 Janeiro , 2010, 00:21

por PAULO JULIÃO

26 Dezembro 2009

Com telhas fotovoltaicas não se atiram euros fora...

O projecto 'Solar Tiles', da Universidade do Minho e da Nova de Lisboa, é apresentado como 'inovador' em termos de tecnologia e investigação a 'nível mundial', no aproveitamento da energia solar através de telhas fotovoltaicas. Em breve, poderá surgir no mercado a nova telha, produtora de energia e também esteticamente atractiva, que suscita interesse de privados.
 

Quem pensa nas telhas de uma qualquer casa assume que elas têm apenas o papel de proteger a casa do clima, mas um grupo de investigadores das universidades do Minho e da Nova de Lisboa está a desenvolver um projecto de construção de telhas com capacidade de produzir energia fotovoltaica. Um dia destes, todo o telhado de uma habitação será o seu principal ponto de fornecimento de energia, garantem os especialistas. Este projecto até já tem empresas interessadas e nesta altura está na fase de protótipo, como um segredo bem guardado.

A demanda energética a que temos assistido nos últimos anos tem levado à necessidade de exploração de novas fontes de energia, começa por recordar, ao DN, Vasco Teixeira, coordenador do Grupo de Revestimentos Funcionais (GRF) do Centro de Física da Universidade do Minho (CFUM). É aqui que "entra" o projecto Solar Tiles. "O mais importante e abundante recurso que nos é naturalmente oferecido é o Sol, apresentando-se como uma inesgotável, e amiga do ambiente, fonte de energia. A sua radiação pode ser convertida em energia eléctrica devido ao efeito fotovoltaico", justifica.

Esta tecnologia, acrescenta o docente, tem sido alvo de grande interesse por ser geradora de "uma energia eléctrica amiga do ambiente e economicamente atractiva". Tecnicamente, a produção dos equipamentos conversores baseia-se em estruturas multicamada de silício microcristalino, na forma de painéis fotovoltaicos, e "que se encontram actualmente disponíveis no mercado".

Aqui surge o primeiro problema. Apesar da utilidade energética, coloca-se a "aparência inestética" destes equipamentos, e a maior preocupação centra-se na melhoria da sua actual forma comercial. "Para colmatar esta faceta menos harmoniosa tem vindo a criar-se um novo conceito, Building Integrated Photovoltaics, que consiste em aplicar os referidos equipamentos como elementos estruturantes dos edifícios, podendo substituir os materiais de construção convencionais."

Ou seja, este conceito visa tornar os equipamentos geradores (painéis fotovoltaicos) em componentes de construção que "possam ser integrados de uma forma estética e harmoniosa na construção de edifícios com design contemporâneo, amigos do ambiente e energeticamente auto-sustentáveis". Segundo Vasco Teixeira, a forma mais prática de o conseguir passa por produzir as células fotovoltaicas sobre os materiais actualmente utilizados na construção, nomeadamente os cerâmicos convencionais, usuais no revestimento das coberturas e fachadas.

Um conceito que na sua forma original até nem é nova, já que existem actualmente no mercado diversas variantes da "telha fotovoltaica". "Contudo, estes conceitos baseiam--se em telhas planas que recorrem a tecnologia de silício cristalino e não de filme fino incorporado directamente na telha", aponta o investigador, que sublinha que o fabrico dos revestimentos para as células solares "baseia-se em processos atomísticos em vácuo, amigos do ambiente". Telhas "bonitas" e "energéticas", eis o propósito final.

O projecto Solar Tiles é um dos vários em curso na Universidade do Minho, no domínio da energia. A investigação centra-se em torno dos painéis fotovoltaicos, "para tentar aumentar a sua eficiência na transformação de energia luminosa em eléctrica, utilizando materiais poliméricos", explica a universidade. A investigação já dura há dois anos, mas o novo produto só será apresentado em 2011.

 

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1455862


publicado por nanotech | Sábado, 02 Janeiro , 2010, 23:53

Cientistas de Stanford estão aproveitando a nanotecnologia para produzir baterias e capacitores ultraleves e dobráveis, que poderão um dia substituir as baterias de Lítio atuais.

 

Por Luciana Alves

Um cientista da Universidade de Stanford criou uma bateria e um supercapacitor com um simples pedaço de papel embebido em uma tinta com nanotubos de carbono e nanofios de prata, que poderão um dia substituir as baterias de Lítio atuais.

Cientista transforma um pequeno pedaço de papel em uma bateria ao pinta-lo com a tinta especial que contém nanomateriais.Foto: Stanford

Cientista transforma um pequeno pedaço de papel em uma bateria ao pinta-lo com a tinta especial que contém nanomateriais. Foto: Stanford

“Os nanomateriais são estruturas unidimensionais com diâmetros muito pequenos, o que ajuda a tinta a juntar-se mais fortemente ao papel fibroso, tornando a bateria e o supercapacitor muito duráveis”, disse Cui ao site de notícias de Stanford. “O supercapacitor de papel pode durar até 40.000 ciclos de carga-descarga – pelo menos dez vezes mais que as baterias de lítio.”

Os nanomateriais também poderiam ser condutores ideais porque a energia se move mais eficientemente por eles do que pelos condutores comuns.

Cui já havia criado dispositivos de armazenamento de energia com nanomateriais e plásticos. No entanto, sua nova pesquisa mostrou que uma bateria de papel é mais durável, porque a tinta adere mais fortemente a suas fibras. Além disso, o papel pode ser amassado, dobrado, ou mesmo mergulhado em soluções ácidas ou básicas,que o desempenho permanece o mesmo.

“Nós só não testamos o que acontece quando ele é queimado”, disse Cui.

De acordo com o cientista, um supercapacitor de papel poderia ser especialmente útil para aplicação em carros elétricos ou híbridos, que dependem de uma transferência rápida de energia elétrica.

O impacto da nova tecnologia poderia ser verificado no armazenamento de eletricidade em grande escala nas redes de distribuição. A energia elétrica excedente gerada durante a noite, por exemplo, poderia ser guardada para uso nos períodos de pico de consumo durante o dia. Parques eólicos e sistemas de energia solar também poderiam exigir esse tipo de armazenagem.

“Essa tecnologia tem potencial para ser comercializada em um curto espaço de tempo”, disse Peidong Yang, professor de química na Universidade de Califórnia-Berkeley. “Eu não acho que ficará limitada apenas a dispositivos de armazenamento de energia”, disse ele. “Ela poderia ser tornar um eletrodo flexível e de baixo custo para qualquer aparelho elétrico.”

O trabalho de Cui é relatado no artigo “Highly Conductive Paper for Energy Storage Devices”, publicado online esta semana no Proceedings of the National Academy of Sciences.

Um vídeo sobre a tecnologia pode ser visto em tinyurl.com/yla5m9u.


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