publicado por nanotech | Quarta-feira, 05 Maio , 2010, 17:42

Cientistas avançam no campo da energia limpa, desenvolvendo uma célula de energia solar em um pedaço de papel.

 

Pesquisadores de Massachesetts Institute of Technology ( MIT ), nos Estados Unidos, apresentaram nesta terça-feira uma célula de energia solar em uma folha de papel, marcando um importante avanço na pesquisa de fontes renováveis de energia.

 

Em evento realizado ontem, o MIT e a empresa italiana Eni inauguraram o Eni- MIT Solar Frontiers Research Center, destinado a pesquisas na área da energia solar, desde novos materiais até a produção de hidrogênio a partir da energia proveniente do sol. O site do MIT explica os objetivos do centro, bem como os avanços alcançados desde o início da parceria, em fevereiro de 2008.

 

A célula solar de papel – com um eficiência de até 2%, mas ainda em fase de pesquisas – promete ser um importante passo no barateamento de paineis solares, grande obstáculo para o setor até o momento. Entretanto, o diretor do centro, Vladimir Bulovic, diz que a tecnologia ainda está a anos de ser comercializada.

 

Frente a isto, um horizonte de aplicações se abre para o desenvolvimento de dispositivos para a transformação de energia solar em energia elétrica. O site CNET conta que camadas deste material podem ser espalhadas sobre diferentes superfícies, a fim de criar novos tipos de painéis solares. O centro ainda pesquisa outras fontes de energia, principalmente na área da nanotecnologia.

 

O investimento inicial por parte da Eni foi de U$ 5 milhões (R$ 8,5 milhões), contando ainda com U$ 2 milhões (R$ 3,4 milhões) provenientes da Fundação Nacional de Ciência. Segundo o MIT , o investimento da empresa italiana deve chegar até U$ 50 milhões até o final do contrato.

 

Por Nátaly Dauer

fonte: Geek via Yahoo! Brasil Notícias


publicado por nanotech | Segunda-feira, 04 Janeiro , 2010, 19:36

 
 
É um projecto inovador a nível mundial que envolve nanotecnologia, integração arquitectónica e eco-design na produção de electricidade. São telhas que vão permitir ter habitações auto-sustentáveis do ponto de vista energético. O projecto envolve um consórcio de nove entidades, entre empresas e as universidades do Minho e Nova de Lisboa.

E se as telhas colocadas no telhado de casa tivessem uma outra função: a de produzir energia? É uma realidade que está para breve. As universidades do Minho e Nova de Lisboa estão a desenvolver um projecto de construção de telhas com capacidade para produzir energia fotovoltaica.

Uma inovação que permitirá ter habitações auto-sustentáveis. “Numa casa média, é possível gerar energia na ordem das 60 a 70%. São contributos de dois tipos: permite a poupança de energia e é energia que vende. Cada casa poderá ter um mini-produtor de 2kw até 12kw”, explica Rodrigo Martins, coordenador da equipa de investigação da Universidade Nova de Lisboa.

Devido à tecnologia altamente sofisticada utilizada, desenvolvida à escala laboratorial, o novo produto poderá sair mais caro ao consumidor. Rodrigo Martins acredita que o “investimento pode ser maior, mas é rentabilizado para toda a vida”, acrescentando: “No mínimo de 10 ou 15 anos vai duplicar o investimento”.

As telhas permitem captar energia solar, armazená-la e transformá-la em energia eléctrica, tudo através de um filme que é depositado nos revestimentos cerâmicos. Cabe à equipa do Centro de Física da Universidade do Minho, coordenada por Vasco Teixeira, o desenvolvimento de camadas cerâmicas e filmes finos funcionais para aplicações de energia solar fotovoltaica.

Estes produtos cerâmicos multifuncionais pretendem, além de dar um contributo para um planeta mais sustentável, ter uma função estética, contribuindo para um novo tipo de arquitectura de edifícios, que inclua o eco-design.

“Vamos ter dois conceitos. Uma célula que seja padronizada, em que vamos utilizar parte do azulejo trabalhável, colocando elementos como uma casa ou uma flor. E outro com células semi-transparentes, em que o padrão do azulejo se consegue ver por baixo, adianta o investigador do Centro de Investigação em Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Os protótipos serão testados no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação. As primeiras telhas fotovoltaicas estarão no mercado em 2011.

O Projecto Solar Tiles – Desenvolvimento de Sistemas Solares Fotovoltaicos em Coberturas e Revestimentos Cerâmicos é inovador a nível mundial, porque envolve nanotecnologia, integração arquitectónica e eco-design na produção de electricidade. Até aqui, explica Rodrigo Martins, “o conceito de telha solar, que existe nos EUA, Europa e Japão, consiste num pedaço fotovoltaico com uma estrutura alterada, colocada nos telhados”.

O projecto está a ser desenvolvido por um consórcio de nove entidades nacionais – Revigrés, Dominó, Coelho da Silva, De Viris, Natura e Ambiente, Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, INETI, ADENE – Agência para a Energia, universidades do Minho e Nova de Lisboa. O projecto representa um investimento de 1,7 milhões de euros.
 


 
autor: Ana Oliveira

http://www.canalup.tv/?menu=noticia&id_noticia=4737


publicado por nanotech | Domingo, 03 Janeiro , 2010, 00:21

por PAULO JULIÃO

26 Dezembro 2009

Com telhas fotovoltaicas não se atiram euros fora...

O projecto 'Solar Tiles', da Universidade do Minho e da Nova de Lisboa, é apresentado como 'inovador' em termos de tecnologia e investigação a 'nível mundial', no aproveitamento da energia solar através de telhas fotovoltaicas. Em breve, poderá surgir no mercado a nova telha, produtora de energia e também esteticamente atractiva, que suscita interesse de privados.
 

Quem pensa nas telhas de uma qualquer casa assume que elas têm apenas o papel de proteger a casa do clima, mas um grupo de investigadores das universidades do Minho e da Nova de Lisboa está a desenvolver um projecto de construção de telhas com capacidade de produzir energia fotovoltaica. Um dia destes, todo o telhado de uma habitação será o seu principal ponto de fornecimento de energia, garantem os especialistas. Este projecto até já tem empresas interessadas e nesta altura está na fase de protótipo, como um segredo bem guardado.

A demanda energética a que temos assistido nos últimos anos tem levado à necessidade de exploração de novas fontes de energia, começa por recordar, ao DN, Vasco Teixeira, coordenador do Grupo de Revestimentos Funcionais (GRF) do Centro de Física da Universidade do Minho (CFUM). É aqui que "entra" o projecto Solar Tiles. "O mais importante e abundante recurso que nos é naturalmente oferecido é o Sol, apresentando-se como uma inesgotável, e amiga do ambiente, fonte de energia. A sua radiação pode ser convertida em energia eléctrica devido ao efeito fotovoltaico", justifica.

Esta tecnologia, acrescenta o docente, tem sido alvo de grande interesse por ser geradora de "uma energia eléctrica amiga do ambiente e economicamente atractiva". Tecnicamente, a produção dos equipamentos conversores baseia-se em estruturas multicamada de silício microcristalino, na forma de painéis fotovoltaicos, e "que se encontram actualmente disponíveis no mercado".

Aqui surge o primeiro problema. Apesar da utilidade energética, coloca-se a "aparência inestética" destes equipamentos, e a maior preocupação centra-se na melhoria da sua actual forma comercial. "Para colmatar esta faceta menos harmoniosa tem vindo a criar-se um novo conceito, Building Integrated Photovoltaics, que consiste em aplicar os referidos equipamentos como elementos estruturantes dos edifícios, podendo substituir os materiais de construção convencionais."

Ou seja, este conceito visa tornar os equipamentos geradores (painéis fotovoltaicos) em componentes de construção que "possam ser integrados de uma forma estética e harmoniosa na construção de edifícios com design contemporâneo, amigos do ambiente e energeticamente auto-sustentáveis". Segundo Vasco Teixeira, a forma mais prática de o conseguir passa por produzir as células fotovoltaicas sobre os materiais actualmente utilizados na construção, nomeadamente os cerâmicos convencionais, usuais no revestimento das coberturas e fachadas.

Um conceito que na sua forma original até nem é nova, já que existem actualmente no mercado diversas variantes da "telha fotovoltaica". "Contudo, estes conceitos baseiam--se em telhas planas que recorrem a tecnologia de silício cristalino e não de filme fino incorporado directamente na telha", aponta o investigador, que sublinha que o fabrico dos revestimentos para as células solares "baseia-se em processos atomísticos em vácuo, amigos do ambiente". Telhas "bonitas" e "energéticas", eis o propósito final.

O projecto Solar Tiles é um dos vários em curso na Universidade do Minho, no domínio da energia. A investigação centra-se em torno dos painéis fotovoltaicos, "para tentar aumentar a sua eficiência na transformação de energia luminosa em eléctrica, utilizando materiais poliméricos", explica a universidade. A investigação já dura há dois anos, mas o novo produto só será apresentado em 2011.

 

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1455862


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