publicado por nanotech | Segunda-feira, 04 Janeiro , 2010, 20:06

 

Exposição a nanopartículas de prata prejudica organismo

A exposição a nanopartículas de prata, usadas em diversas aplicações tecnológicas e militares, compromete a produção de energia pelas células do organismo, podendo afectar a função hepática, conclui um estudo realizado por cientistas portugueses.

O estudo foi desenvolvido por três investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) para o US Air Force Office of Scientific Research, através do European Office of Aerospace Research and Development - EOARD, que faz a ligação entre a comunidade científica e a Força Aérea, a nível mundial.

As nanopartículas são produzidas artificialmente e largamente usadas, há vários anos, em diferentes campos de aplicação.

A investigação veio demonstrar que as nanopartículas de prata se acumulam no interior das células do organismo, afectando a capacidade da motocôndria de exercer a sua função de "fábrica" de energia.

"O estudo serviu de alerta sobre a utilização destas nanopartículas e para a necessidade de algum cuidado no seu uso e manuseamento", disse hoje à Lusa o coordenador da investigação, Carlos Palmeira, do Departamento Ciências da Vida da FCTUC.

Simultaneamente, alertou o espeiclaista, os efeitos nocivos podem não resultar obrigatoriamente de um contacto prolongado com as nanopartículas de prata, mas apenas de uma "exposição de curto prazo".

Os investigadores portugueses recomendaram a realização de "novos estudos para efectuar o controlo da evolução da toxicidade destes nanocompostos, com vista à elaboração de planos de monitorização e adopção de medidas de prevenção activas", refere uma nota hoje divulgada pela FCTUC.

O estudo demorou um ano a ser realizado e foi concluído em 2008, mas só agora os investigadores obtiveram autorização para divulgarem os resultados, estando a ser negociada uma nova etapa da investigação.

 

fonte: lusa

 

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1441167

 

 


publicado por nanotech | Segunda-feira, 04 Janeiro , 2010, 19:40

O Prémio Fernando Bragança Gil é atribuído bianualmente pela Sociedade Portuguesa de Física à melhor tese de doutoramento em física, defendida numa universidade portuguesa. Na sua primeira edição, o prémio de 2010 foi atribuído ao Doutor Eduardo Castro, pela sua tese intitulada "Correlations and disorder in electronic systems: from manganites to graphene", defendida em 2008, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. A tese foi orientada pelos professores Doutor João Lopes dos Santos e Doutor Nuno Peres.

Eduardo Castro licenciou-se em Física na Universidade do Porto, durante o ano de 2001, com a classificação final de 17 valores. Tendo sido, nesse ano, o aluno da Faculdade de Ciências dessa Universidade a terminar a licenciatura com a mais alta classificação, foi-lhe atribuído o prémio de mérito Eng. António de Almeida, pela Fundação com o mesmo nome. Actualmente, Eduardo Castro é investigador de pós-doutoramento no Instituto de Ciências de Materiais de Madrid.

Física - Prémio Fernando Bragança Gil

 

O trabalho de doutoramento de Eduardo Castro, agora distinguido, permitiu elucidar muitos aspectos da física fundamental do grafeno. Esta investigação está publicada em quatro artigos na revista Physical Review Letters, uma das mais prestigiadas revistas de Física.

O sólido que dá pelo nome de grafeno foi descoberto apenas em 2004, pelo físico André K. Geim, professor na Universidade de Manchester, no Reino Unido. O grafeno é a folha mais fina que jamais será possível fabricar, dado que a sua espessura é de apenas um átomo. Um dos aspectos mais extraordinários no contacto com este material é que, tendo apenas um átomo de espessura, pode, contudo, ser visto a olho nu, pois é hoje possível produzir folhas de grafeno com a dimensão de um milímetro quadrado, tal como se pode ver na imagem anexa,  na qual o grafeno está depositado em cima de um vidro. A imagem foi ampliada com ajuda de um simples microscópico óptico, semelhante ao usado no estudo de células em tecidos biológicos.

O grafeno é composto exclusivamente de átomos de carbono (tal como o é o diamante) com os átomos organizando-se numa rede da mesma geometria (hexagonal) das usadas nas vedações de galinheiros. Neste sistema os electrões comportam-se como se não tivessem massa e movimentam-se com uma velocidade 300 vezes menor que a velocidade da luz no vazio.

As potenciais aplicações do grafeno abrangem áreas tão vastas como a nano-electrónica, sistemas de radio-frequência (cuja compreensão teórica decorreu directamente dos trabalhos de doutoramento de Eduardo Castro), detecção de moléculas individuais (com impacto em sensores moleculares ultra-sensíveis e aplicações à bio-tecnologia), eléctrodos transparentes (em LCD's e células solares), e sensores de tensão de dimensão nanoscópica, entre outras. Por tudo isto, o grafeno é um dos mais promissores materiais em nano-tecnologia.

Para saber mais: ver artigo da Gazeta de Física sobre o grafeno.

 

fonte: http://aeiou.expresso.pt/premio-fernando-braganca-gil=f553837


publicado por nanotech | Segunda-feira, 04 Janeiro , 2010, 19:36

 
 
É um projecto inovador a nível mundial que envolve nanotecnologia, integração arquitectónica e eco-design na produção de electricidade. São telhas que vão permitir ter habitações auto-sustentáveis do ponto de vista energético. O projecto envolve um consórcio de nove entidades, entre empresas e as universidades do Minho e Nova de Lisboa.

E se as telhas colocadas no telhado de casa tivessem uma outra função: a de produzir energia? É uma realidade que está para breve. As universidades do Minho e Nova de Lisboa estão a desenvolver um projecto de construção de telhas com capacidade para produzir energia fotovoltaica.

Uma inovação que permitirá ter habitações auto-sustentáveis. “Numa casa média, é possível gerar energia na ordem das 60 a 70%. São contributos de dois tipos: permite a poupança de energia e é energia que vende. Cada casa poderá ter um mini-produtor de 2kw até 12kw”, explica Rodrigo Martins, coordenador da equipa de investigação da Universidade Nova de Lisboa.

Devido à tecnologia altamente sofisticada utilizada, desenvolvida à escala laboratorial, o novo produto poderá sair mais caro ao consumidor. Rodrigo Martins acredita que o “investimento pode ser maior, mas é rentabilizado para toda a vida”, acrescentando: “No mínimo de 10 ou 15 anos vai duplicar o investimento”.

As telhas permitem captar energia solar, armazená-la e transformá-la em energia eléctrica, tudo através de um filme que é depositado nos revestimentos cerâmicos. Cabe à equipa do Centro de Física da Universidade do Minho, coordenada por Vasco Teixeira, o desenvolvimento de camadas cerâmicas e filmes finos funcionais para aplicações de energia solar fotovoltaica.

Estes produtos cerâmicos multifuncionais pretendem, além de dar um contributo para um planeta mais sustentável, ter uma função estética, contribuindo para um novo tipo de arquitectura de edifícios, que inclua o eco-design.

“Vamos ter dois conceitos. Uma célula que seja padronizada, em que vamos utilizar parte do azulejo trabalhável, colocando elementos como uma casa ou uma flor. E outro com células semi-transparentes, em que o padrão do azulejo se consegue ver por baixo, adianta o investigador do Centro de Investigação em Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Os protótipos serão testados no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação. As primeiras telhas fotovoltaicas estarão no mercado em 2011.

O Projecto Solar Tiles – Desenvolvimento de Sistemas Solares Fotovoltaicos em Coberturas e Revestimentos Cerâmicos é inovador a nível mundial, porque envolve nanotecnologia, integração arquitectónica e eco-design na produção de electricidade. Até aqui, explica Rodrigo Martins, “o conceito de telha solar, que existe nos EUA, Europa e Japão, consiste num pedaço fotovoltaico com uma estrutura alterada, colocada nos telhados”.

O projecto está a ser desenvolvido por um consórcio de nove entidades nacionais – Revigrés, Dominó, Coelho da Silva, De Viris, Natura e Ambiente, Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, INETI, ADENE – Agência para a Energia, universidades do Minho e Nova de Lisboa. O projecto representa um investimento de 1,7 milhões de euros.
 


 
autor: Ana Oliveira

http://www.canalup.tv/?menu=noticia&id_noticia=4737


publicado por nanotech | Segunda-feira, 04 Janeiro , 2010, 09:33

O Instituto Ibérico de Nanotecnologia de Braga está a investir 24 milhões de euros em dois concursos de aquisição de equipamentos de laboratório, que deverão estar funcionais no segundo semestre de 2010, disse o vice-presidente do INL.

Paulo Freitas adiantou que o primeiro concurso público internacional para fazer compras no valor de 12 milhões de euros, a concluir em Janeiro, destina-se aos equipamentos da chamada sala limpa, uma zona que tem uma atmosfera controlada, na qual se vão fazer os processos de micro e nanofabricação.

«Nestes laboratórios pega-se numa bolacha ou noutros materiais macroscópicos e fabrica-se a mesma bolacha em micro ou nanomateriais», exemplificou.

O segundo concurso público para aquisição de equipamentos, a lançar dentro de dias, cobre os laboratórios centrais de microscopia electrónica, espectroscopia, análise de superfícies e análise estrutural, um laboratório central de bioquímica, e laboratórios de empacotamento de dispositivos.

O investimento é financiado em 70 por cento por fundos europeus do PeoNorte - Programa Operacional da Região Norte, cabendo o restante aos governos de Espanha e de Portugal.

O ano de 2009 viu nascer em Braga um centro de investigação em nanotecnologia ao abrigo de uma parceria ibérica pioneira. O laboratório entra em 2010 em fase de instalação e contratação.

Paulo Freitas sublinhou que aos 24 milhões de euros para equipamento há que somar uma verba para os investigadores, à medida que são contratados, para a criação dos seus próprios laboratórios.

«Na primeira fase, o Governo espanhol investiu mais nos edifícios e o português investe, agora, mais nos equipamentos», afirmou.

O Instituto, que tem 25 funcionários, portugueses e espanhóis, entre cientistas, equipa de gestão e pessoal técnico, pensa contratar mais 40 investigadores em 2010.

«Estamos à espera que os dois governos aprovem as regras de funcionamento para a contratação internacional», disse Paulo Freitas.

O processo, que deve estar pronto dentro de um mês, atrasou-se: «Dado ser uma estrutura internacional, têm de se adaptar os regimes de trabalho e de segurança social às regras dos dois países» e os investigadores principais só podem ser contratados quando o processo estiver concluído.

Paulo Freitas sublinhou que foram já analisadas mais de 200 possibilidades de contratação de cientistas, em especial espanhóis e portugueses, mas também dos Estados Unidos, da Europa e do Japão: «Nas áreas da electrónica e da medicina não há falta de cientistas, mas o mesmo não acontece nas do controle de qualidade alimentar e do ambiente, onde há dificuldades de contratação».

O vice-presidente do instituto garante que 2010 é o ano de arranque da actividade científica e que o financiamento está apalavrado para os próximos quatro anos: «Como a obra está quase terminada, tanto o governo espanhol como o português têm interesse em contribuir para que isto cresça».

Sobre a cooperação com as universidades ibéricas, disse que será dada prioridade aos cientistas dos dois países nas contratações que forem feitas, mas também no acesso ao instituto.

«Estão a ser feitos contactos ao mais alto nível com as reitorias», adiantou, frisando que a cooperação será, naturalmente, mais forte, devido à proximidade geográfica, com as universidades de Vigo, Santiago de Compostela, Porto e Minho.

Com um investimento inicial de 100 milhões de euros, assegurado por Portugal e Espanha, e um investimento anual de 30 milhões de euros, o instituto deverá ter 14 mil metros de área laboratorial, num edifício de cerca de 20 mil metros quadrados, estando prevista a contratação de 200 investigadores de Portugal e Espanha.

 

fonte:

Lusa / SOL


mais sobre mim
Janeiro 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
13
14
15
16

18
19
20
21
23

24
25
26
27
28
29
30

31


arquivos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
subscrever feeds